19/05/2016 15h03 - Atualizado em 20/05/2016 08h42

Platiny diz que projeto visa evitar que Escolas virem comitês partidários

Deputado diz que projeto não “amordaça” professores, e sim garante ao aluno o direito a várias versões do conhecimento.
Foto: ALE-AM
Foto: ALE-AM

O deputado Platiny Soares (DEM) disse que estão tentando denegrir o projeto “Escola Sem Partido”, de autoria dele, sem conhecer o conteúdo do projeto. Segundo ele, a proposta não “amordaça” os professores, e sim garante o direito do aluno ter acesso a várias versões e opiniões sobre determinado tema, como previsto pela Constituiçao Federal (art. 206) evitando o que ele chamou de “lavagem cerebral” onde o professor ensina apenas suas próprias opiniões sobre determinado assunto. (Veja o projeto no fim da matéria)

“Existem professores que estão fazendo ativismo político em sala de aula, apresentado seu pensamento pessoal como se isso fosse o objetivo do ensino. Aí esse ativista político ganha um público cativo, porque o aluno não pode sair de sala de aula. Tem que passar 50 minutos do seu dia ouvindo uma opinião única e pessoal, e isso acaba sendo uma lavagem cerebral”, afirmou.

Para o deputado nas disciplinas que envolvem política é necessário explicar o que é o voto, o civismo, função dos poderes, e as principais versões políticas ideológicas. O parlamentar exemplificou o caso de pais que ensinam algo sobre política a seus filhos e de repente o filho aparece em casa se dizendo comunista. “A mesma coisa uma família tradicionalmente católica ou evangélica colocar seu filho na sala de aula para um professor ensinar que ser ateu é bom, e vice e versa”, completou.

Platiny falou sobre o assunto na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), e recebeu o apoio de parlamentares como Dermilson Chagas (PDT) e David Almeida (PSD). “Isso dá uma boa discussão porque eu também não quero que meu filho, minha filha, tenham na sua formação as digitais de pessoas alienadas, que tentam incutir na mente das crianças posições totalmente contrárias aquilo que a família tem pregado dentro de casa”, disse David.

Escola Sem Partido

A discussão em torno do assunto não é nova, e teve início nos Estados Unidos, onde pesquisa americana revelou a influência do professor na formação política de universitários. No Brasil, o assunto é encabeçado pela Organização “Escola Sem Partido” e também já foi tema de debate em outros Estados como Alagoas.

No Amazonas, o tema já gerou recente polêmica na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) onde acadêmicos favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) foram impedidos de se pronunciar durante um debate instucional sobre o assunto. A palavra foi garantida apenas para alunos contrários ao impeachment, inclusive pela diretora da instituição.

Veja o projeto na íntegra:

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