30/05/2016 15h28 - Atualizado em 30/05/2016 15h28

Temer não tem compromisso contra corrupção, diz Wagner

O ex-ministro usou as redes sociais para criticar a situação do ministro da Transparência, Fabiano Silveira.
Foto: Reprodução
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O ex-ministro da presidente afastada Dilma Rousseff, Jaques Wagner, usou as redes sociais para criticar a situação do ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira.

“Em menos de uma semana, Silveira é o segundo ministro de Temer a ser acusado de obstruir a Lava Jato, mostrando claramente que o governo ilegítimo não tem nenhum compromisso com o combate à corrupção”, escreveu Jaques Wagner, lembrando o caso de Romero Jucá, que deixou o ministério do Planejamento na semana passada.

Nesta segunda-feira, 30, o presidente em exercício, Michel Temer, teve uma reunião para avaliar a situação de Silveira e disse que ele permanecerá no cargo “por enquanto”.

Jaques Wagner destacou que o envolvimento do ministro que foi designado para chefiar o órgão de combate à corrupção tem gerado uma série de críticas de servidores da pasta e disse que nos áudios que culminaram com o imbróglio atual, Silveira “conspirou” contra a Lava Jato.

“Mais de 200 deles já pediram demissão de seus cargos para pressionar pela saída do ministro, com quem não aceitam trabalhar.”

Silveira teve áudios de conversas com ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado divulgados no domingo, 29, pelo Fantástico, da TV Globo.

Nas conversas, gravadas há cerca de três meses, quando Silveira ainda era do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ele aconselha Machado e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre como deveriam agir em relação às investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Nesse domingo, Silveira procurou o presidente no Palácio do Jaburu para se explicar e teria saído de lá convencido de que Temer lhe daria mais um voto de confiança.

Esta é a segunda semana que o governo Temer começa tendo que resolver problemas relacionados ao alto escalão.

Na última segunda-feira, 23, o então ministro do Planejamento, Romero Jucá, deixou o cargo após a divulgação de áudios de conversas com Machado, em que o peemedebista fala em “estancar a sangria” na Lava Jato.

Jucá ficou apenas 12 dias no cargo e pediu licença do Planejamento para esclarecer os fatos. No Palácio do Planalto, o clima é de cautela.

“O assunto dominante é esse, vamos de novo começar a semana no improviso”, disse outro assessor palaciano.

Exame.com

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