04/05/2016 13h46 - Atualizado em 4/05/2016 13h57

União de Estudantes acusa diretora da UEA de “boicotar” debate político que acabou em confusão

A informação consta em nota assinada pelo vice-presidente da UMES.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) emitiu, nesta quarta-feira (4), uma nota de repúdio contra as ações da professora e diretora da Escola Normal Superior da Universidade do Estado do Amazonas, Eglê Wanzeler. Na última sexta-feira (29), a diretora e alunos da instituição filiados ao PCdoB, impediram que pessoas à favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) se manifestassem durante um debate na instituição.

Na nota, assinada pelo vice-presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas, Kaillon Silva, a UMES acusa a diretora de usar o seu cargo para “boicotar um evento democrático devidamente autorizado pela reitoria da UEA, constrangendo alunos e professores e até mesmo chegando a tentar decretar ponto facultativo”. Na página do Facebook a UMES publicou informativo de que fará um debate democrático nesta quarta-feira às 17h com espaço para “representantes de todas as linhas ideológicas”.

Confira a nota na íntegra:

## NOTA DE REPUDIO ##

União Municipal dos Estudantes Secundaristas – UMES

Hoje estaremos sim discutindo DEMOCRACIA!!!
Um ato de coragem pela Pátria por parte daqueles que querem construir um novo Brasil. E não é a professora Eglê Wanzeler (diretora da Escola Normal Superior da UEA) que vai nos impedir de mostrar pra sociedade a verdadeira farsa comunista que estão tentando implantar no nosso País.

O evento que organizaremos será bem diferente do que ocorreu na Sexta, 29/04, onde não houve espaço para o contraditório, como manda a Constituição Federal. Chamamos representantes de todas as linhas ideológicas e políticas para um debate sério e pautado no respeito e na democracia.

A diretora Eglê vem usando de seu cargo para boicotar um evento democrático devidamente autorizado pela reitoria da UEA. Constrangendo alunos e professores e até mesmo chegando a tentar decretar ponto facultativo, atribuição totalmente fora da sua alçada. Nós da UMES manifestamos o nosso repúdio a essas ações autoritárias e ilegais e pedimos para que logo sejam tomadas as devidas providências contra todos os servidores públicos que estão cumprindo de maneira errada suas atribuições.

No mais, convidamos a todos os Estudantes de Manaus a se fazerem presentes neste debate que ocorrerá daqui a pouco, as 17h, no Hall da Escola Normal Superior (ENS/UEA) e fazer valer nossos direitos assegurados pela Carta Magna.

Kaillon Silva
Vice-Presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas – UMES/Manaus

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