17/05/2016 15h38 - Atualizado em 17/05/2016 15h38

Vivemos um ‘muro de silêncio’, diz médica que trabalha com vítimas de violência sexual

Segundo coordenadora, uma em cada quatro crianças sofrem abuso sexual no país.
Foto: ALE-AM
Foto: ALE-AM

Às vésperas do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil, lembrado no dia 18 de maio (quarta-feira), o presidente da Comissão de Jovens, Crianças e Adolescentes da Assembleia Legislativa do Amazonas (CJCA/ALE-AM) promoveu um amplo debate sobre o tema durante Sessão Especial realizada no final da manhã desta terça-feira (17). Para discorrer sobre assunto foi convidada a coordenadora do Serviço de Atendimento à Vítima de Violência Sexual (Savvis), Zélia Campos – da maternidade Moura Tapajós, localizada na Compensa, Zona Oeste.

“Atualmente o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) possui mais de 2,3 mil processos em andamento de crimes praticados contra a dignidade de menores. E, a melhor forma de combater essa violência é impedir que aconteça e mais que isso: oferecer àquelas que infelizmente sofreram com esse tipo de violência”, detalhou o parlamentar.

Dados demonstrados por Zélia Campos apontam para o maior desafio no atendimento às vítimas de violência sexual: a humanização. “Os ambientes não são programados para atender esse público”, reclamou.

Ainda para a coordenadora, uma em cada quatro crianças sofrem abuso sexual, totalizando mais de 40,5 mil estupros no país, uma média de um caso a cada 11 minutos. “Desse universo de vítimas, apenas 10% decidem denunciar seus agressores”, afirma Zélia Campos com base em estatísticas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

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