22/06/2016 13h39 - Atualizado em 22/06/2016 15h34

CPI da UNE adiada pela terceira vez por Waldir Maranhão

O relator do processo, deputado Marco Feliciano, anunciou que vai entrar com mandado de segurança para garantir a instalação da CPI na Câmara dos Deputados.
Foto: Reprodução
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A CPI da UNE, como vem sendo chamada a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades na União Nacional dos Estudantes (UNE), que estava programada para acontecer nessa segunda-feira (21) foi adiada pela terceira vez sem aviso prévio, frustrando parlamentares e estudantes que pretendiam acompanhar a reunião. Segundo o líder do PSC, deputado Marco Feliciano, a presidência da casa está tentando barrar os trabalhos da comissão.

Feliciano, anunciou que vai entrar com mandado de segurança para garantir a instalação da CPI na Câmara dos Deputados porque segundo ele o presidente interino, deputado federal Waldir Maranhão (PP-MA), desapareceu, não atendeu telefonemas, nem deu sinal de vida motivo pelo qual houve o adiamento.

O deputado do PSC entrará com medidas legais para garantir o andamento da CPI pois segundo ele a palavra de Maranhão já está sem credibilidade devido tantos atrasos e poucas justificativas. “Nós não queremos mais a palavra do senhor Waldir Maranhão porque ele não cumpre. Nós (a indicada para ser presidente da CPI, Cristiane Brasil, e Feliciano o relator do processo) queremos agora entrar com um mandado de segurança para que a instalação da CPI seja garantida”, declarou o líder do PSC.

A CPI pretende apurar o uso dos R$ 44,6 milhões que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destinou, como indenização, para a construção da nova sede da entidade na Praia do Flamengo número 132, no bairro carioca do Flamengo. Como se sabe, o prédio da entidade foi alvejado durante o golpe militar de 1964.

A comissão também quer detalhes dos contratos entre o governo federal e a entidade estudantil. A UNE recebe recursos públicos para a promoção de atividades educacionais, recreativas e esportivas. No fundo, busca-se saber se os repasses federais seriam realmente para atividades em prol da classe estudantil ou se caracterizariam na suposta compra de apoio político.

Fonte: Redação AM POST

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