07/06/2016 15h57 - Atualizado em 7/06/2016 15h57

Cunha diz que pedido de prisão é tentativa de influenciar Conselho

Conselho de Ética iria votar nesta terça parecer sobre cassação. Procurador diz que Cunha continuou interferindo no comando da Câmara.
Foto: Reprodução
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O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse, por meio de nota, que vê “com estranheza” o “absurdo” pedido de prisão feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Cunha é suspeito de continuar interferindo no comando da Câmara.

Para ele, a divulgação do pedido no mesmo dia em que o Conselho de Ética iria votar o relatório que pede a sua cassação visou “a constranger parlamentares que defendem a minha absolvição e buscando influenciar no seu resultado”, segundo a nota (veja a íntegra mais abaixo).

A reunião do Conselho de Ética terminou sem decisão nesta terça-feira (7). O relator do caso, o deputado Marcos Rogério (DEM-RO), pediu “mais tempo” para fazer as considerações finais de seu voto pela cassação de Cunha.
O peemedebista é acusado, no processo por quebra de decoro parlamentar, de manter contas secretas no exterior e de ter mentido sobre a existência delas em depoimento à CPI da Petrobras no ano passado. Ele nega e afirma ser o beneficiário de fundos geridos por trustes (entidades jurídicas formadas para administrar bens e recursos).

Outros pedidos de prisão
Além de Cunha, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP), pela suspeita de tentativa de obstrução da Lava Jato.

No caso de Cunha, segundo a TV Globo, o Ministério Público alegou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de afastá-lo da presidência da Câmara e do mandato de deputado federal não surtiu efeito.

Os pedidos de prisão estão, há pelo menos uma semana, sobre a mesa do ministro do Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF. No caso de Sarney, por causa da idade, ele ficaria em prisão domiciliar monitorado por tornozeleira eletrônica.

Nota de Cunha

Não tomei ciência do conteúdo do pedido do Procurador Geral da República, por isso não posso contestar as motivações. Mas vejo com estranheza esse absurdo pedido, e divulgado no momento da votação no Conselho de Ética, visando a constranger parlamentares que defendem a minha absolvição e buscando influenciar no seu resultado.

Fonte: G1

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