10/06/2016 13h49 - Atualizado em 10/06/2016 13h55

Desemprego já atinge um em cada quatro jovens com menos de 25 anos

A situação é mais grave no Nordeste, entre mulheres e jovens, entre pessoas com ensino médio incompleto.
Foto: Reprodução
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O agravamento da crise econômica teve impacto direto no nível desemprego no Brasil, especialmente entre os mais jovens. É o que aponta um levantamento elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Avançada (Ipea). O estudo revela que um entre quatro brasileiros com menos de 25 anos está desempregado. A situação é mais grave no Nordeste, entre mulheres e jovens, entre pessoas com ensino médio incompleto e moradores das regiões metropolitanas.

Segundo o detalhamento do Ipea, o percentual dos brasileiros entre 14 e 24 anos que não possuem emprego subiu de 20,89% no 4.º trimestre de 2015 para 26,36% no 1.º trimestre deste ano. “Após atingir um pico de 44% no terceiro trimestre de 2012, os jovens ocupados eram apenas 37% no primeiro trimestre de 2016”, aponta a Carta de Conjuntura do Ipea referente ao mês de junho.

No que diz respeito às pessoas com 25 a 59 anos, o crescimento da taxa de desemprego foi menos marcante, de 6,69% para 7,91%. O mesmo aconteceu no grupo composto por pessoas com mais de 59 anos, onde a taxa de desemprego oscilou de 2,52% para 3,29% no mesmo período.

Ranking nacional

O comparativo por regiões mostra que a taxa de desemprego no Nordeste continua sendo a mais alta do país. O indicador subiu de 10,45% no quarto trimestre do ano passado para 12,80% no primeiro trimestre deste ano. Por outro lado, na região Sul, onde a taxa de semprego é a mais baixa, o percentual aumentou de 5,69% para 7,35%. A taxa geral do Brasil variou de 8,96% para 10,90% no mesmo período de comparação.

Ainda de acordo com o levantamento, o desemprego atinge mais as mulheres (12,75%) do que os homens (9,48%), mais aqueles que não são chefes de família (15%) do que aqueles que são (6,07%) e mais quem mora nas regiões metropolitanas (11,93%) do que quem mora fora delas (10,13%).

Na divisão por escolaridade, aqueles que possuem o ensino médio incompleto são os que mais sofrem, com 14,95% de taxa de desemprego. Quem possui o superior completo enfrenta o ambiente menos adverso, com uma taxa de desemprego de 7,64%.

Todos os grupos analisados registraram aumento do desemprego na comparação entre o primeiro trimestre de 2016 e o quarto trimestre do ano passado, afirma o Ipea. O mesmo acontece na comparação com o primeiro trimestre de 2015, quando a taxa nacional estava em 7,94%.

Fonte: CNM

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