28/06/2016 13h47 - Atualizado em 29/06/2016 08h18

Economista renomado sugere prêmio de reconhecimento a Melo por manter o equilíbrio fiscal do AM

Raul Velloso disse no Programa Roda Vida, que José Melo assim como outros 3 governadores deveriam receber um prêmio de reconhecimento do Tesouro Nacional.
Foto: Reprodução
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As medidas de ajuste fiscal adotadas pelo governador José Melo foram destacadas na noite desta segunda-feira, dia 27 de junho, no Programa Roda Vida, da TV Cultura. O entrevistado da noite, o economista Raul Veloso, considerado um dos mais respeitados especialistas em contas públicas do país, consultor econômico e colunista dos jornais O Estado de São Paulo e do Globo, disse que o governador José Melo, assim como os governadores do Espírito Santo, Paulo Hartung; de Rondônia, Confúcio Moura, e do Amapá, Camilo Capiberibe, deveriam receber um prêmio de reconhecimento do Tesouro Nacional por terem conseguido manter as contas públicas em equilíbrio, diante do cenário de crise.

Veja o vídeo:

O comentário foi uma reação ao questionamento do apresentador do programa, o jornalista Augusto Nunes, de não ser uma injustiça o fato de o Governo Federal estar socorrendo alguns estados, a exemplo do Rio de Janeiro, que levaram sua economia ao colapso, em detrimento de outros que “cumpriram o dever de casa”.

“Alguns estados ou governadores adotaram medidas duras para conseguir o ajuste fiscal. Isso não aconteceu, por exemplo, no Rio de Janeiro, onde houve uma gastança irresponsável ao longo de todo o governo de Sérgio Cabral. E isso continuou. O Governo (Federal) está resolvendo a situação de alguns desses estados que estão quebrados. Isso aí não é injusto com quem fez o dever de casa?” questionou o apresentador.

Em resposta, o entrevistado sugeriu a homenagem. “Tem quatro Estados que se enquadram nesse seu modelo. E eu também louvo e acho que nós deveríamos instituir um prêmio no tesouro nacional e homenagear esses quatro governadores”, disse Raul Velloso.

Raul Veloso foi coordenador do IPEA entre 1981 e 1984 e secretário de Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento no governo José Sarney. Atualmente é membro do Conselho de Administração do BNDES, da Embraer e do IBGE. Em 2016, em parceria com os economistas Marcos Mendes e Paulo Springer de Freitas, lançou o livro “O dia do juízo fiscal”, que trata, entre outros temas, dos motivos que levaram a política fiscal brasileira à beira do colapso. A bancada de entrevistadores do Roda Viva reuniu os jornalistas Dirceu Brisola (Brazil Now), Maria Cristina Farias (Folha), André Lahóz (Exame), Márcio Kroehn (Isto É Dinheiro) e Pedro Lobato (Estado de Minas). Com desenhos em tempo real do cartunista Paulo Caruso o programa foi transmitido ao vivo pela TV Cultura.

Cortando na carne

O Amazonas se destaca entre os poucos estados da federação que vêm conseguindo equilibrar suas contas em meio a uma das maiores crises econômicas registradas no País. Mesmo encabeçado a lista dos mais afetados pela queda na arrecadação, o Estado tem conseguido pagar salários dos servidores em dia (incluindo o 13º salário), manter serviços essenciais e o pagamento de fornecedores, além dos investimentos em obras que, apesar de terem reduzido, continuam a contribuir com a economia no Estado.

De acordo com secretário de Fazenda Afonso Lobo, isto está sendo possível, porque o governo começou a fazer os ajustes na hora certa e cortou na própria carne, sem comprometer o funcionamento da máquina administrativa e os serviços essenciais.

Desde o início de 2015 foram feitas duas reformas administrativas no âmbito estadual com extinção e fusão de secretarias, cortes de quase mil servidores comissionados, redução de contratos e adoção de medidas para tornar a arrecadação mais eficiente. Em 2016, os ajustes continuaram e José Melo voltou a pedir às secretarias um plano de contenção de despesas, que dessa vez incluiu a redução da carga horária de oito para seis horas e a consequente suspensão do vale alimentação para quem adota o novo regime, renegociação e redução de contratos e convênios de prestação de serviços, suspensão de patrocínio a eventos culturais, além de anunciar um reordenamento na rede de saúde do Estado.

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