21/06/2016 13h36 - Atualizado em 22/06/2016 12h47

Especialistas reprovam cerimônia com animal silvestre

Para pesquisadores alto grau de estresse pode ter reduzido ou eliminado o efeito do tranquilizante injetado no felino.
Foto: Reprodução
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O evento de revezamento da tocha olímpica realizado no Centro de Instruções de Guerra na Selva (Cigs) pode ter causado alto grau estresse na a onça Juma, que foi morta com um tiro de pistola após a cerimonia, e isso pode ter reduzido ou eliminado o efeito do tranquilizante injetado nela minutos depois de sua fuga da jaula, segundo especialistas.

De acordo com uma nota emitida pelo Comando Militar da Amazônia (CMA), após o animal ter escapado da jaula, uma equipe composta de veterinários especializados foi deslocada para resgatar o animal. Eles teriam disparado tranquilizantes na onça, no entanto, ela acabou avançando em um militar mesmo com o efeito do medicamento.

Segundo o pesquisador do Instituto Mamirauá, Emiliano Ramalho, é um erro fazer uma cerimonia desse porte, envolvendo fogo, odores e pessoas diferentes, com a presença de animais silvestres por mais dóceis que sejam pois é uma situação atípica para o bicho.

Para a também pesquisadora do Instituto Mamirauá, Louise Maranhão, o ideal é sempre manter distância e só mexer no animal quando ele estiver anestesiado. Quanto ao efeito do tranquilizante ela afirma que o nível elevado de estresse pode invalidar o efeito da droga no organismo do animal ou demorar mais tempo para agir.

A assessoria de imprensa do Instituto Mamirauá informou que a droga pode ter sido ineficaz, mas não é possível afirmar se o estresse da cerimônia causou o ataque da onça.

Fonte: Redação AM POST

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