28/06/2016 16h12 - Atualizado em 28/06/2016 16h12

Gleisi volta ao senado e critica prisão: ‘Tentativa de humilhar’

Marido da senadora, ex-ministro Paulo Bernardo, foi preso na última quinta-feira.
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) cumpriu a promessa e voltou ao Senado, depois da prisão do seu marido, o ex-ministro Paulo Bernado, na última quinta-feira, na Operação Custo Brasil, um desdobramento da 18ª fase da Lava-Jato.

Ao chegar, Gleisi ganhou um buquê de rosas de um grupo chamado de Rosas pela Democracia.

— Não vamos abaixar a cabeça — disse Gleisi, ao ser cercada pelo grupo.

Na tribuna do Senado, Gleisi criticou a a ação em sua residência na última quinta-feira e defender o marido. Gleisi chamou a ação de “operação-espetáculo” e disse que a ação teve o objetivo de “constranger”. Ela classificou o uso da força policial utilizada pela Polícia Federal de “surreal” e disse estar “serena e humilde, mas não humilhada”. A senadora disse, ainda, que Paulo Bernardo não cometeu nada irregular, não se beneficiou de qualquer esquema. Ela repetiu o argumento de que a prisão foi para “humilhar” um ex-ministro dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e desgastar a si própria como defensora da presidente afastada. Gleisi afirmou que permanecerá na comissão do impeachment.

— A operação montada foi surreal, até helicópteros foram usados. Para quê isso? Demonstração de força? Humilhação? Gasto do dinheiro público desnecessário, é isso. Foi uma clara tentativa de humilhar o ex-ministro dos governos Lula e Dilma. E é também uma tentativa de abalar emocionalmente o trabalho de um grupo crescente de senadores e senadoras que discordam dos argumentos que vêm sendo usados para afastar a presidente legitimamente eleita — disse Gleisi.

— O cerco por terra e ar e a ação judicial para entrar em nossa casa tiveram a clara intenção de constranger. Não só a mim, mas todos os moradores (senadores). (Foi) Um espetáculo midiático — afirmou.

Gleisi disse que a ação prova a “seletividade” nos atos do Ministério Público e o “carnaval midiático” das operações. Como fez o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) na última sexta-feira, ela comentou que o juiz federal Paulo Bueno de Azevedo, que expediu o mandado de prisão de Paulo Bernardo, é orientado, em doutorado, pela jurista Janaina Conceição Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment.

— Nem em pesadelos pensei que estaria aqui, na tribuna, para defender meu marido de uma prisão. Uma prisão injusta, ilegal, sem fatos, sem provas, sem processo. Aqui estou serena e humilde, mas não humilhada. A prisão do Paulo Bernado foi um despropósito, do início ao fim. Prisão preventiva? Prevenir o quê? Ele sempre esteve à disposição das autoridades, em endereço conhecido. Há mais de dois anos não ocupa nenhum cargo público, é aposentado do Banco do Brasil depois de 38 anos de contribuição. Conheço o Paulo há vários anos: sei das suas virtudes e dos seus defeitos. Sei especialmente o que não faria: e não usaria dinheiro alheio para benefício próprio, não admitiria desvio de recursos públicos para sua satisfação ou da família. Tenho certeza de que não participou e não se beneficiou de um esquema do qual o estão acusando. Ele sabe que eu não o perdoaria, que a sua mãe não o perdoaria — disse Gleisi.

Fonte: O Globo

*** Se você é a favor de uma imprensa totalmente livre e imparcial, colabore curtindo a nossa página no Facebook e visitando com frequência o AM POST.

Ultimas notícias

Contato Termos de uso Wp: (92) 99344-0505