08/06/2016 17h36 - Atualizado em 8/06/2016 18h28

Grazziotin recebe resposta atravessada de Lira em oitiva por fazer interrupções

Na primeira fase da reunião a senadora já tinha feito 13 interrupções para questionar ou se queixar sobre procedimentos adotados pela Mesa.
Foto: Reprodução
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A Comissão Processante do Impeachment começou nessa quarta-feira(8) a oitiva da primeira testemunha do processo contra a presidente afastada Dilma Rousseff, o procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Julio Marcelo de Oliveira. A reunião teve início no final da manhã, mas os senadores perderam mais de três horas discutindo procedimentos e votando requerimentos e questões de ordem, entre eles Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) que recebeu uma reposta atravessada do presidente da comissão especial do impeachment, Raimundo Lira, por conta de suas várias interrupções.

Logo no início da segunda parte da reunião, destinada à oitiva de duas testemunhas de acusação e mais quatro testemunhas requeridas por outros senadores, a senadora Vanessa Grazziotin apresentou questão de ordem solicitando que cada senador tivesse direito a 10 minutos para interrogar as testemunhas.

O pedido, no entanto, foi negado pelo presidente da Comissão que manteve a proposta já previamente acertada entre os membros de que cada senador terá três minutos para fazer perguntas às testemunhas.

Tensão
A primeira fase da reunião, entre o fim da manhã e o início desta tarde, foi marcada por alguns momentos de tensão, especialmente no que se refere às constantes intervenções de senadores aliados à presidente afastada. Após cerca de duas horas de deliberações sobre procedimentos, a senadora Vanessa Grazziotin já tinha feito 13 interrupções para questionar ou se queixar sobre procedimentos adotados pela Mesa.

“Se o Plenário desta Comissão quiser eleger vossa excelência presidente, para conduzir os trabalhos eu entrego esta cadeira com todo o prazer, para poder ir cuidar da minha família”, disse Lira. Vanessa, então, respondeu que “se tivesse número” presidiria a comissão.

O senador Magno Malta também pediu que os senadores que apoiam a presidente afastada intervissem menos, mas lembrou aos colegas que será preciso ter paciência durante os trabalhos. “Eles não estão errados. O rito é esse. Nós, se nos exaltarmos, vamos errar. Então, não vamos errar, pessoal. Chá de camomila para todo mundo, e no dia nós vamos votar, porque isso aí não vai mudar ninguém aqui”, afirmou Malta.

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