20/06/2016 15h31 - Atualizado em 20/06/2016 15h31

Mais de 3,6 toneladas de pescado ilegal são apreendidas no AM

Todo pescado apreendido foi doado às comunidades locais e os animais silvestres abatidos à Instituição Mamirauá para fins de estudos científicos.
Foto: Divulgação/ IPAAM
Foto: Divulgação/ IPAAM

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), por meio da Gerência de Fiscalização (Gefa), em ação conjunta com o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb) e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) deflagraram, no período de 7 a 17 deste mês, a “Operação Malhadeira” que ocorreu nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Amanã e Mamirauá. Como resultado das ações, foram apreendidas mais de 3 toneladas de pescado, entre elas a piracatinga, que está com pesca proibida. A ação contou ainda com a participação do gerente da RDS Amanã.

Como resultado, foram apreendidos mais de 1.800 quilos de piracatinga, mais 1.600 de Pirarucu e 150 de outros pescados ilegais. Além do pescado, foram apreendidos 3 pacas, 4 macacos da espécie Guariba, 2 quelônios, sendo uma tartaruga da Amazônia, 17 carcaças de antas, 8 carcaças de pacas e 6 carcaças de tartaruga da Amazônia. Também foram apreendidas 5 embarcações, e em uma das abordagens foram encontrados 34 quilos de entorpecentes. O suspeito foi detido pelos policiais militares que atuavam na operação e conduzido para a delegacia regional do município de Tefé, que fica a 522,61 quilômetros de Manaus.

Em um total de 123 abordagens, foram lavrados 17 autos de infração, que juntos somam o valor de R$ 216.760 (duzentos e dezesseis mil, setecentos e sessenta reais), 29 termos de apreensão, 9 termos de doação, 2 termos de soltura e 2 termos de destruição. Vale ressaltar que todo pescado apreendido foi doado às comunidades locais e os animais silvestres abatidos à Instituição Mamirauá para fins de estudos científicos.

Piracatinga
A captura e pesca da piracatinga está proibida conforme o dispositivo normativo, Instrução Interministerial nº6 de 17 de julho de 2014. A captura deste pescado contribui para a matança de botos e jacarés na região, utilizados como isca para atrair os cardumes dessa espécie de peixe que se alimenta de restos de outros animais.

Já o Pirarucu está em defeso permanente, ou seja, durante todo o ano, conforme as Instruções Normativas do Ibama N°34/2004 e N°01/2005, podendo ser comercializado apenas quando oriundos de piscicultura licenciada por órgão ambiental competente ou de área de manejo devidamente autorizada pelo Ibama.

Instituto Mamirauá mobiliza operação
O Instituto Mamirauá desenvolve suas atividades por meio de programas de pesquisa, manejo e assessoria técnica nas áreas das Reservas Mamirauá, na região do médio Solimões. Juntas, estas reservas somam uma área de 3.474.000 hectares e por intermédio de convênios com o Governo do Estado do Amazonas, o Instituto apoia a gestão destas reservas e pelo menos quatro vezes ao ano mobiliza uma ampla Operação de Fiscalização junto com o Ipaam e outros parceiros.

A Operação Malhadeira é a segunda ação de combate a ilícitos ambientais de 2016 e já está sendo planejada uma terceira fiscalização.

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