15/06/2016 13h19 - Atualizado em 15/06/2016 13h19

Método desenvolvido no AM pretende agilizar diagnóstico da dengue no SUS

Estudo tem apoio do Governo do Amazonas, está em andamento e pretende diagnosticar, em até 1 hora, o paciente com dengue.
Foto: Reprodução
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Uma pesquisa desenvolvida com apoio do Governo do Amazonas, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), pelo estudante de Ciências Biológicas Arlesson Viana, do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), está analisando um método simplificado com potencial utilização pela rede básica de saúde para diagnóstico molecular da dengue.

De acordo com o estudante, hoje em dia, a dengue é diagnosticada apenas por técnicas sorológicas e, em virtude do vírus zika estar circulando na região e estar próximo do vírus da dengue, pode haver uma reação cruzada. Ele explicou que se o antígeno do zika reagir, por exemplo, e pensarmos que é dengue, é possível haver uma confusão de resultados.

“Quando trabalhamos com o teste molecular, estamos trabalhando com material genético do vírus e temos certeza que aquela espécie de vírus é a que foi amplificada através da técnica de Loop Mediated Isothermal Amplification (Lamp). Isso ajuda no tratamento, na questão epidemiológica no nosso país e a diferenciação de qualquer arbovirose circulante na nossa região”, disse o estudante.

Viana explicou que um paciente chega a aguardar até sete dias para poder ser diagnosticado com dengue. Com o método, ele explica, que a partir do primeiro dia de sintoma já é possível fazer a coleta, extração do material genético e a amplificação pela técnica de Lamp.

“De sete dias, podemos dar o resultado em até uma hora. No SUS, é utilizado apenas técnica sorológica iGg e NS1. Cuja espera leva, em média, 7 dias pra poder confirmar diagnóstico para iGg. O diferente do LAMP é que se trabalha com o material genético do vírus”, explicou Viana.

O estudo recebeu mérito científico, em 2015, durante o 28º Congresso Brasileiro de Microbiologia, emitido pela Sociedade Brasileira de Microbiologia, realizado em Florianópolis, Santa Catarina.

A pesquisa está sendo desenvolvida no âmbito Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic). Os resultados foram apresentados durante a 24ª Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic) promovida pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Segundo o pesquisador, a Fundação tem sido importante para o desenvolvimento dessa e de outras pesquisas. “O apoio da Fapeam é essencial para qualquer estudo desenvolvido na Amazônia”, finalizou Viana.

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