15/06/2016 16h32 - Atualizado em 15/06/2016 22h53

Nome de Temer aparece em delação da Lava Jato

Temer teria pedido a Machado doações de campanha para Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo em 2012.
Foto: Reprodução
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Em sua delação premiada, cujo sigilo foi retirado nesta terça-feira, o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado cita mais de 20 políticos de sete partidos – entre eles o presidente interino Michel Temer (PMDB).

Segundo o delator, o hoje presidente em exercício teria pedido a ele doações de campanha para Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo em 2012. Essa é a primeira vez que Temer aparece em uma depoimento da operação Lava Jato.

Machado afirma que os políticos que o procuravam não citavam a palavra “propina”, mas tinham conhecimento que o dinheiro viria de empresas com contratos com a Transpetro – e, portanto, de origem e intenção ilegal.

No caso específico de Temer, Machado afirma que “o contexto da conversa deixava claro que o que Michel Temer estava ajustando com o depoente era que ele solicitasse recursos ilícitos das empresas que tinham contratos com a Transpetro na forma de doação oficial para a campanha de Chalita” – que hoje é secretário de Educação da prefeitura de São Paulo.

Segundo o depoente, ambos teriam acertado o repasse de 1,5 milhão de reais em doação da Queiroz Galvão para o diretório nacional do PMDB. A negociação teria sido feita em setembro de 2012 na Base Aérea de Brasília (DF).

Outros políticos
Machado ainda afirmou que sua indicação à estatal teria partido dos peemedebistas Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero Jucá, José Sarney e Edison Lobão – que, segundo ele, teriam também recebido propina por meio de doações oficiais ou dinheiro em espécie.

Os outros políticos citados por Machado teriam sido destinatários de propina repassada por ele via doação oficial.

O ex-presidente da Transpetro conta ainda que, em 1998, teria participado de um esquema de captação e distribuição de propinas com o intuito de viabilizar a candidatura do hoje senador Aécio Neves (PSDB-MG) à presidência da Câmara dos Deputados. O plano era eleger a maior bancada possível.

Junto com o hoje senador e com Teotônio Vilela, então presidente nacional do PSDB, Machado teria arrecadado 7 milhões de reais – R$ 4 milhões teriam vindo da campanha de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) à reeleição. De acordo com ele, Aécio teria ficado com 1 milhão de reais.

Fonte: Exame.com

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