28/06/2016 15h00 - Atualizado em 28/06/2016 15h00

Preocupado com sucessão na Câmara, Cunha se reúne com Temer

A saída de Cunha do cargo terá como efeito imediato a realização de uma nova eleição em um prazo de cinco sessões.
Foto: Reprodução
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Com a intenção de discutir a sucessão da Câmara dos Deputados, o presidente afastado, Eduardo Cunha, visitou na noite do domingo (26) o presidente interino, Michel Temer, no Palácio do Jaburu.

O encontro foi o terceiro de ambos desde que o peemedebista assumiu interinamente o Palácio do Planalto, em maio.

Antes de aparecer na residência oficial, Cunha telefonou a Temer e pediu um encontro reservado, que foi aceito pelo presidente interino.

Preocupado com a possibilidade de cassação de seu mandato, Cunha tem atuado para emplacar um aliado na presidência da Câmara dos Deputados, de preferência do chamado “centrão”.

Em público, Temer tem evitado tratar do assunto, mas nos bastidores tem defendido uma solução rápida para o impasse, evitando que se crie um racha na base aliada.

O receio do Palácio do Planalto é que um processo de sucessão turbulento paralise o ritmo de votações na Câmara dos Deputados e impeça a aprovação de medidas de interesse do governo federal para o segundo semestre, como a proposta do teto de gastos e de reforma previdenciária.

A saída de Cunha do cargo terá como efeito imediato a realização de uma nova eleição em um prazo de cinco sessões. O vencedor cumprirá um mandato-tampão até 1º de fevereiro de 2017.

Se de um lado o “centrão” deseja emplacar nomes como Rogério Rosso (PSD-DF) ou Jovair Arantes (PTB-GO), a bancada do PMDB trabalha por um acordo com PSDB, DEM e PSB para lançar opções como Osmar Serraglio (PMDB-PR) ou Júlio Delgado (PSB-MG).

Na tentativa de evitar um racha na base aliada, o Palácio do Planalto tem estimulado os dois grupos a chegarem a um consenso. Uma das ideias propostas é que eles revezem a presidência da Câmara dos Deputados nos próximos anos.

Caso não se chegue a um acordo, e a disputa afete o ritmo de votação, assessores e auxiliares presidenciais não descartam um envolvimento mais direto do Palácio do Planalto na sucessão.

Fonte: Folha de São Paulo

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