01/06/2016 17h07 - Atualizado em 1/06/2016 17h21

Socialite confirma crime, mas nega intenção de matar rival: ‘Me perseguia’

Marcelaine teria encomendado morte de Denise Silva por ciúmes de amante. Vítima foi baleada em estacionamento de academia em Manaus.
Foto: Reprodução
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A socialite Marcelaine dos Santos Schumann – acusada de mandar matar Denise Silva por ciúmes do amante Marcos Souto – confirmou o crime, mas declarou que “não tinha a intenção de matar a rival”. Marcelaine e Denise seriam amantes do mesmo homem. A acusada e outros 4 são julgados nesta quarta-feira (1º) em Manaus. “Jamais quis matar [a Denise]”, diz Marcelaine. Ela afirmou estar arrependida.

Durante o depoimento, Marcelaine afirmou que, na verdade, era ela quem era perseguida por Denise. A acusada disse que descobriu o envolvimento de Denise com o amante dela por meio de registros telefônicos.

“A Denise me perseguia. Me ligava, mandava mensagem, [dizia] que ela ‘era a bola da vez’. Isso durou uns três meses, quatro meses”, acusou Marcelaine.

Marcelaine confirmou o caso extraconjugal com Marcos Souto e revelou que um problema de saúde ocorrido com o marido dela a aproximou de Souto.

Ela disse ainda que o amante chegou a comentar que também era perseguido por Denise. “O Marcos dizia que ela que perseguia ele (sic)”, conta Marcelaine. “Fiquei sabendo que [a Denise] provocava a esposa do Marcos também”, completou Marcelaine.

Marcelaine afirmou que flagrou diversas ligações entre Souto e Denise e que se viu prejudicada por Denise. Em razão disso, ela chegou a ligar para o esposo da vítima (Erivelton Barreto) para relatar o relacionamento extraconjugal da esposa.

Em seu depoimento, a vítima Denise Silva se negou a comentar sobre o caso com Souto.
Questionada sobre o plano, Marcelaine afirmou que Charles Mac Donald Lopes Castelo Branco – com quem ela tinha uma amizade – planejou o crime. Ele teria se oferecido para “encontrar uma forma” de fazer com que Denise deixasse de persegui-la. Ele também teria entrado em contato com os outros réus.

“Nossa conversa evoluiu nesse sentido de fazer com que a Denise parasse de me perturbar. Ela vivia em função da minha vida. Então, partiu daí, de dar um susto na Denise. [O Charles] disse que ia ver uma forma de ela parar de me perturbar, que ia dar uma surra, um susto nela”, afirma Marcelaine.

“Eu queria que ela me deixasse em paz”, diz Marcelaine, referindo-se à Denise.
Ao juiz, Marcelaine disse que o crime ocorreu em momento de “fragilidade psicológica” e declarou que não sabia como Charles iria agir.

Marcelaine disse que soube do atentado contra Denise por meio do amante, Marcos Souto. “Eu fiquei apavorada, muito assustada mesmo”, diz Marcelaine, sobre atentado contra Denise.
O juiz Mauro Antony leu o depoimento de Rafael “Salsicha” – apontado como o atirador -, dado após o crime, onde ele confirma que a suspeita conhecia todos os envolvidos. Ao ser questionada sobre a veracidade do depoimento, Marcelaine disse que, dos réus, apenas Charles Mac Donald era conhecido por ela.

Ela foi interrogada pelo promotor Rogério Marques. Ele questionou a acusada sobre anotações com informações sobre a vítima. Ela disse que resolveu conhecer a pessoa que estava perseguindo-a. Ela disse ainda ter passado uma foto de Denise para Charles.
A socialite falou também que Denise chegou a ir até a academia que ela frequenta. “Só ela estar lá foi uma provocação”, diz Marcelaine.

Ainda ao promotor, Marcelaine afirmou que o envolvimento de Charles foi forma de “retribuir” empréstimo de R$ 3 mil. Ela teria emprestado o valor ao suspeito para que ele fizesse um tratamento de saúde.
Marcelaine reconheceu que queria machucar Denise, mas se disse arrependida. “Me arrependo muito de ter tomado essa decisão [de tentar machucar a Denise]. Nada vale a pena para estar passando o que estou passando hoje”, declarou Marcelaine.
Durante o depoimento, na tarde desta quarta-feira, Marcelaine chegou a se emocionar ao lembrar de problemas de saúde enfrentados pelo companheiro. “Muito difícil falar disso”, disse.

Júri
O júri popular, composto por sete pessoas, é presidido pelo juiz Mauro Moraes Antony, da 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus.

São acusados de tentativa de homicídio de Denise Silva: a socialite Marcelaine Schumann (mandante do crime), 37 anos; o bacharel em Administração Charles Mac Donald Lopes Castelo Branco (na qualidade de partícipes), 29 anos; o segurança Edney Costa Gomes (partícipes), 27 anos; Karem Arevalo Marques (partícipes), 23 anos; Rafael Leal dos Santos (executor), o “Salsicha”, 26 anos.

Denúncia
O crime ocorreu no dia 12 de novembro de 2014, por volta das 8h, no estacionamento de uma academia no Centro de Manaus. Denise Almeida estava dentro de um automóvel quando “Salsicha” se aproximou e atirou. A vítima abaixou a cabeça e movimentou o veículo em macha ré. Um dos tiros atravessou o vidro lateral e o projétil atingiu a região do pescoço, alojando na região cervical da vítima.

“Salsicha” é apontado como o atirador. Ele teria recebido R$ 3,5 mil pelo crime. Depois de ser preso, ele confessou a tentativa de homicídio e apontou a participação de outras duas pessoas no crime: Charles Mac Donald Lopes Castelo Branco, que teria negociado o crime com a mandante, e Karen Arevalo Marques, que intermediou o aluguel da arma usada no crime.

A polícia também prendeu Edney por envolvimento no crime. Ele teria sido o responsável por indicar e fornecer contatos de “Mac Donald”, primo dele, e de Rafael Santos (autor dos disparos). Edney foi procurado por um vigilante – não identificado – que era colega de faculdade da socialite para cometer o crime. Ele teria recusado uma proposta de R$ 6,5 mil por medo.

Fonte: G1

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