08/06/2016 15h16 - Atualizado em 8/06/2016 15h16

Soldado envolvido no homicídio de sargento da Aeronáutica é preso em Manaus

Preso contou que foragido é primo dele. Militar foi morto dentro do próprio carro, na noite de segunda-feira.
Foto: Divulgação/ PC
Foto: Divulgação/ PC

O soldado da Aeronáutica Brendo Silva da Silva, de 22 anos, foi preso e confessou ter participado da morte do sargento Melquisedeque da Paixão Dias, de 53 anos, na segunda-feira (6), no Centro de Manaus. Segundo o autor, a motivação para o crime foi uma cobrança de dinheiro feita pelo sargento. A vítima costumava emprestar dinheiro. Um primo do suspeito está foragido.

Segundo o delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins, Breno e o primo dele, Wenderson Matos da Silva, 22, que está sendo procurado pela polícia, teriam planejado a morte da vítima e o foragido teria executado Melquisedeque com um tiro na nuca. A equipe da DEHS chegou até os infratores por meio das imagens captadas pelas câmeras de segurança do local onde o crime aconteceu, na Rua Ramos Ferreira, Centro da cidade.

Conforme o titular da DEHS, na hora em que o delito aconteceu Breno estava vestindo a farda da corporação. Ivo Martins afirmou que solicitou, por meio de representantes da Aeronáutica, que o soldado fosse apresentado para prestar esclarecimentos na delegacia. Durante depoimento, o infrator confessou participação no crime e revelou que contou com a ajuda de Wenderson para colocar o plano em prática. Na ocasião, confidenciou a suposta motivação do homicídio.

“Breno, em um primeiro momento, negou estar envolvido no crime, mas após os policiais civis exibirem as imagens das câmeras de segurança, onde ele aparecia, acabou confessando o que aconteceu e apontou o primo dele como o autor do disparo que matou Melquisedeque. O jovem explicou que devia R$3,2 mil para a vítima e que pouco antes do homicídio o sargento teria começado a cobrá-lo. Por conta da pressão que recebeu, o soldado armou a emboscada. Ciente de que Melquisedeque andava armado, Breno chamou o primo para acompanhá-lo na hora em que deveria repassar a quantia devida”, explicou Martins.

A autoridade policial ressaltou que o terceiro sargento de 33 anos era conhecido por praticar agiotagem e estaria cobrando o dinheiro devido desde a última quinta-feira, dia 2. No dia do homicídio, por volta das 18h, a vítima teria ido até o quartel buscar os infratores. Durante o tempo em que estiveram juntos, ocorreu uma discussão provocada em torno do pagamento. Breno teria alegado que só poderia pagar R$ 500 e a vítima teria reagido agressivamente, dando dois tapas no rosto do infrator.

“Wenderson, que estava no banco traseiro, acompanhou a briga e resolveu efetuar um disparo de arma de fogo na nuca da vítima, que foi a óbito instantaneamente. Durante a fuga, Breno roubou a arma de Melquisedeque e esqueceu a boina que usava. Wenderson acabou esquecendo a bolsa que carregava no banco do automóvel. Naquela mesma noite, ao chegar em casa, Breno tentou criar um álibi, fazendo uma publicação em uma rede social, onde afirmava estar com a vítima, mas que quando viu o colega pela última vez ele estava vivo. O foragido está em posse da arma usada para cometer o crime e também com a arma da vítima”, disse o delegado.

Ivo Martins reforça que qualquer informação que leve ao paradeiro de Wenderson, seja feita aos policiais civis da unidade policial por meio do número: (92) 3636-2874, ou pelo disque-denúncia da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM). A Polícia Civil assegura o sigilo da identidade dos informantes. “Já consideramos o caso elucidado, agora só precisamos localizar Wenderson e darmos continuidade aos procedimentos cabíveis”, argumentou.

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