27/06/2016 09h54 - Atualizado em 27/06/2016 13h29

Vereadores de Manaus: o vereador de hoje é Arlindo Júnior

Quando presidente da Manaustur, Arlindo foi alvo de investigações do MP-AM e multado pelo TCE-AM.
Foto: Reprodução
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O vereador que vamos conhecer um pouco nesta segunda-feira (27), é Arlindo Júnior (PROS), que está em seu segundo mandato como vereador, já foi candidato a deputado federal, é um dos parlamentares menos atuante na Câmara Municipal de Manaus (CMM) e quando presidente da Fundação Municipal de Turismo de Manaus (Manaustur), foi alvo de diversas investigações do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e multado pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) por irregularidades em contratos.

Arlindo é um dos vereadores que mais utiliza a Cota de Exercício de Atividade Parlamentar (Ceap), conhecida como ‘Cotão’, que é uma verba indenizatória no valor de R$ 14 mil, disponível todo o mês aos parlamentares. Em abril deste ano, o vereador foi o que mais gastou a Ceap com combustível, totalizando despesas que somaram R$ 7,7 mil. Durante o período de janeiro a agosto do ano passado, Arlindo também foi o campeão em gastos com alimentos, ele usou 14,7 mil do ‘cotão’. Em dezembro de 2015, o parlamentar continuou campeão com gastos de combustível. No total os 41 vereadores de Manaus gastaram R$ 5,8 milhões do ‘Cotão’ no ano de 2015.

Irregularidades em assinatura com ONG

Em fevereiro de 2013, o parlamentar que já foi puxador de toadas de boi, foi multado pelo TCE-AM em mais de R$ 30 mil por ter cometido irregularidades na assinatura de um convênio com a ONG Instituição Unidos pela Amazônia, e a Manaustur.

O convênio era no valor de R$ 3,3 milhões e foi o que criou a Orquestra Manaus Band. Entre as irregularidades encontradas estavam a falta de indicação dos critérios empregados pela administração para a escolha da ONG, como também a inexistência das despesas a serem realizadas, tornando o plano de trabalho incompleto.

Em 2014, o vereador foi multado pelo TCE-AM R$ 4.384 mil e foi intimado a devolver ao cofres públicos glosa de R$ 8.428 mil por irregularidades encontradas em convênio firmado entre a Manaustur e a Associação Batukada (Arte, Cultura, Cidadania e Ação Social). O convênio considerado irregular pelo órgão foi firmado para a comemoração de aniversário de 35 anos do bairro da Redenção.

Para o conselheiro Mário Filho, na época, não ficou demonstrada a veracidade da Nota Fiscal nº. 00015, do convênio firmado. O relator, ainda julgou o parlamentar, na época gestor, por ele não ter se manifestado acerca da veracidade da Nota Fiscal.

Investigação MP-AM

O MP-AM em novembro de 2014, instaurou inquérito civil para investigar a prestação de contas da Manaustur durante a gestão de Arlindo Júnior, no ano de 2011. O inquérito tinha o objetivo de apurar possível dano ao erário no valor de R$ 3,4 milhões de reais, por irregularidades em processo licitatório para contratação de serviços e equipamento.

O que você acha. Ele merece ser reeleito?

Fonte: Redação AM POST

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