25/07/2016 15h46 - Atualizado em 25/07/2016 15h48

Decisão se a partida entre Brasil e Colômbia continua em Manaus deve sair na próxima quarta(27)

Em reunião realizada nesta segunda (25), a Confederação Brasileira de Futebol pediu prazo de 48 horas para uma decisão.
Foto: Reprodução
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Na manhã desta segunda-feira, Ministério Público do Amazonas e CBF se reuniram em audiência conciliatória para discutir sobre o pedido de redução do valor dos ingressos para a partida entre Brasil e Colômbia, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, previsto para acontecer em Manaus. Após reunião de quase duas horas, a Confederação pediu 48h para analisar as propostas e o pedido foi acatado pela a juíza responsável pelo caso. A nova audiência é na manhã de quarta-feira.

Enquanto isso, a venda de ingressos para o jogo, marcado para o dia 06 de setembro, na Arena da Amazônia, está suspensa. A CBF avalia possibilidades e evita comentar valores que estaria disposta a acatar. caso CBF e MP-AM não entrem em um consenso, Brasília é cogitada como “plano B” para a realização do confronto.

– Foram colocadas (na audiência) várias propostas. Isso tudo precisa ser avaliado. Temos que ver qual é o melhor caminho, e isso não depende só da CBF, depende também do Ministério Público. O nosso impasse é em relação à numeração e o valor dos ingressos. Eu não sei até quanto podemos baixar o preço (dos bilhetes) – disse o advogado que respondeu pela CBF na reunião, Roosevelt Jobim.

No Fórum Henoch Reis, em Manaus, participaram da audiência promotores, representantes da CBF e o presidente da Federação Amazonense de Futebol, Dissica Valério.

A CBF, por meio do diretor jurídico, Dr. Carlos Eugênio Lopes, já havia adiantado que, dificilmente, atenderia às exigências do Ministério Público. O pedido de redução de levaria o ingresso mais barato para a partida, comercializado por R$ 126,50, ao valor de R$ 75,90. O MP aguarda contra-proposta da entidade.

Entenda o caso
O alto valor dos ingressos chamou a atenção do Ministério Público do Amazonas, que propôs à Justiça, na última segunda, um pedido de liminar para suspender as vendas, que são de responsabilidade da CBF. A ação partiu da 51ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa do Consumidor, que tem como promotor titular Otávio Gomes. Segundo ele, o MP-AM recebeu diversas reclamações e representações por conta dos altos valores cobrados pelos ingressos.

O exemplo usado em nota divulgada pelo Ministério Público é a comparação de valores entre as partidas de Manaus e de Fortaleza, ambas pela mesma competição. A maior discrepância entre os valores do estádio Castelão e Arena da Amazônia é referente ao bilhete (inteiro) da arquibancada/cadeira superior. Em Manaus, o valor é de R$ 253. Em Fortaleza, R$ 70.

O Promotor de Justiça entendeu que houve aumento abusivo não justificável na cobrança dos ingressos para a partida. Na Ação Civil Pública, Otávio Gomes pediu que a CBF estabelecesse reajuste nos valores e que as vendas ficassem suspensas até a designação de valores compatíveis com os demais estados.

Considerando que a venda dos ingressos foi aberta no início de junho, tanto física quanto online, a ação pede que compradores sejam ressarcidos com os valores pagos de “preços abusivos”.

Fonte: G1

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