04/07/2016 13h52 - Atualizado em 4/07/2016 18h19

Defesa estuda comprar tornozeleira eletrônica para soltar Carlinhos Cachoeira

Falta do equipamento impede ida do bicheiro e outros réus na Operação Saqueador para prisão domiciliar.
Foto: Reprodução
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Diante do impasse que mantém o bicheiro Carlinhos Cachoeira no presídio Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, seus advogados estudam a possibilidade de comprar uma tornozeleira eletrônica para permitir a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar. O advogado de Cachoeira, Kleber Lopes, afirmou que irá ao Rio na segunda-feira para tentar a soltura de seu cliente. Cachoeira segue preso porque o equipamento está em falta. Caso o estado não forneça o aparelho de monitoramento, ele pretende comprar uma unidade.

— Meu cliente não pode ser penalizado porque o Estado (do Rio) está quebrado se há uma ordem para que ele fique em casa. O entendimento do tribunal é de que, em casos como esse, ele seja solto. Vou despachar com o juiz na segunda e, se for preciso, comprar a tornozeleira — disse Lopes, que afirmou não saber quanto o custa o equipamento.

Presos na Operação Saqueador junto com Cachoeira, o ex-dono da Delta, Fernando Cavendish, o ex-diretor da construtora Cláudio Abreu e os empresários Adir Assad e Marcelo Abbud também aguardam o equipamento para deixar a unidade. As tornozeleiras estão em falta por causa de atrasos de pagamento do Estado do Rio ao fornecedor. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), a situação deve ser normalizada na quinta-feira.

Em nota, a Seap alegou que está “se esforçando para honrar seu compromisso junto ao fornecedor para que a entrega e manutenção das tornozeleiras seja normalizada”, e que espera ter equipamentos disponíveis esta semana, inclusive com a devolução de alguns que estão em uso ou em manutenção. A Seap chegou a dizer que os presos poderiam ir para casa mesmo sem o monitoramento, caso tivessem autorização judicial.

No sábado, Cavendish e Cachoeira recorreram à Justiça para serem soltos e não penalizados pela crise financeira do governo estadual. O recurso foi negado neste domingo pelo desembargador José Ferreira Neves, do TRF da 2ª Região. O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, determinou que eles comprovem ocupação lícita e que a Seap ponha as tornozeleiras antes de soltá-los. Os cinco são acusados de integrar esquema que desviou R$ 370 milhões de obras públicas feitas pela Delta.

No sábado, eles foram transferidos do presídio Ary Franco, em Água Santa, para Bangu 8, porque comprovaram ter diploma de curso superior. Cavendish e Assad são formados em Engenharia, e Cachoeira, em Administração.

Quem determinou a transferência para prisão domiciliar, na sexta-feira, foi o desembargador Antonio Ivan Athié, do TRF da 2ª Região. O Ministério Público Federal informou que vai recorrer. A decisão de Athié terá, então, que ser submetida aos outros dois integrantes da 1ª Turma Especializada Criminal do TRF-2, os desembargadores Abel Gomes e Paulo Espírito Santo.

Fonte: O Globo

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