14/07/2016 13h19 - Atualizado em 14/07/2016 14h39

Em discurso depois de eleito, Rodrigo Maia agradece apoios e prega a pacificação da Câmara

Deputado do DEM é eleito presidente da Casa ao receber 285 votos no segundo turno.
Foto: Reprodução
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Muito emocionado, o novo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), usou a maior parte do primeiro discurso para agradecer aos apoios recebidos. Falou da emoção de sentar pela primeira vez na cadeira de presidente e pregou a pacificação do plenário:

— É difícil falar depois de uma vitória dessas, nunca sentei nessa cadeira. Vamos a partir de amanhã governar com simplicidade. Temos muito trabalho a fazer, temos que pacificar esse plenário, dialogar a minoria com a maioria. Não só o governo tem as boas idéias, cada um de nós temos boas ideias.

Antes mesmo de iniciar seu primeiro discurso como presidente ele, já sentado na cadeira de presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ) fez questão de agradecer ao líder do PT, Afonso Florence (BA).

— Obrigado pela confiança — disse ao líder petista.

Ele citou o adversário, Rogério Rosso (PSD-DF), reafirmando que foi uma disputa limpa, algo importante na política. A lista de agradecimento foi grande. Rodrigo Maia chorou a fazer referência à família, começando pelo pai, ex-prefeito do Rio, Cesar Maia. Depois citou cada um dos líderes dos partidos da antiga oposição que se uniram para apoiá-lo ainda no primeiro turno, aos colegas que desistiram da candidatura, como Júlio Delgado (PSB-MG) e ao apoio do PR e do PDT, no segundo turno.

Também fez questão de citar nominalmente o ex-ministro Aldo Rebelo (PCdoB), os deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Orlando Silva (PCdoB-SP).

— Quero agradecer meu grande amigo Aldo Rebelo, grande amigo, grande figura pública. E quero também agradecer a duas pessoas que acreditaram nesse processo. Há 30, 40 dias, inventaram isso que parecia uma loucura: Carlos Sampaio e Orlando silva, meu grande amigo — disse o novo presidente da Casa.

Orlando Silva chegou a lançar sua candidatura à presidência da Casa para evitar que os votos do partido fossem para o peemedebista Marcelo Castro (PI). Encerrou o discurso dizendo que tomou três calmantes para conseguir não chorar e convocou sessão de debates para quinta-feira.

APOIO DA ESQUERDA
Nas primeiras entrevistas que concedeu logo após sua vitória, Rodrigo Maia falou do peso que o apoio de parlamentares de esquerda tiveram no resultado. Ele disse ainda que sua vitória não significa derrota de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apesar dos gritos de “fora Cunha”, após a divulgação do resultado.

— O apoio da esquerda a gente sabia que seria fundamental, tanto que nossos adversários quiseram inventar uma tese de que o PT iria nos apoiar para tomar a pauta da Casa, mas isso nunca foi pedido — disse Rodrigo Maia.

Ao ser perguntado sobre derrota de Cunha, afirmou:

— Não. De jeito algum.

Maia disse ainda que sua gestão irá ajudar o governo Temer.

— Tenho convicção que o governo vai sair da crise e Câmara vai colaborar, seja da base ou oposição — afirmou.

Fonte: O Globo

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