08/07/2016 07h44 - Atualizado em 8/07/2016 07h44

Lewandowski intima Moro e pode ajudar Lula

O objetivo dos advogados do ex-presidente é fazer com que as gravações feitas em fevereiro deste ano sejam canceladas.
Foto: Reprodução
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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski surpreendeu os brasileiros na quinta-feira (7). Ele decidiu que o juiz federal Sérgio Moro terá que se explicar em até quarenta e oito horas. Tudo porque o homem da Lava Jato gravou interceptações telefônicas envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversando com diversas autoridades, uma delas em especial, a presidente afastada Dilma Rousseff, que estava efetivamente no cargo de chefe de estado. O pedido para Sérgio Moro se explicar partiu de uma iniciativa de advogados de Lula, que apresentaram recursos a mais alta corte do país.

O objetivo dos advogados do ex-líder sindical é fazer com que as gravações feitas em fevereiro deste ano sejam canceladas. A mais conhecida, que envolve Lula e Dilma falando sobre o termo de posse dele no Ministério da Casa Civil, já não poderá ser mais utilizada. No entanto, outras ainda tem validade. A defesa de Lula tenta ainda conseguir do Supremo que esse diga que Sérgio Moro tentou se sobrepôr a lei, invadindo uma jurisprudência que só caberia ao próprio Supremo. Segundo os advogados do companheiro político de Dilma, Moro teria realizado isso quando divulgou à imprensa as gravações com Rousseff.

A do termo de posse, por exemplo, acabou sendo divulgada no mesmo dia em que foi gravada. A gravação caiu como uma verdadeira bomba para o jornalismo brasileiro. É bom lembrar que quem invalidou a gravação entre Lula e Dilma foi Gilmar Mendes e não o Ministro que agora está envolto em uma polêmica.

Ministro e Procurador viram alvos de protestos

O pedido pode ajudar Lula e chocou muitas pessoas, que usaram a internet para criticar o Ministro, que já tinha provocado polêmica na quarta-feira, 06, quando uma notícia vinculada a ele deu o que falar. A mais alta corte do país pediu que a Polícia Federal investigasse bonecos infláveis com o rosto de Lewandowski. Esses bonecos foram usados em manifestações em São Paulo e vinculavam o Ministro com o Partido dos Trabalhadores. Além de Lewandowski, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, também era criticado nos protestos a favor do impeachment.

Fonte: blastingnews.com

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