11/07/2016 13h54 - Atualizado em 11/07/2016 13h54

Pacote de luxo para a Copa de 2018 pode custar até R$ 9 milhões

Vendas são organizadas por empresa que teve executivo preso no Rio em 2014.
Foto: Reprodução
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A Copa do Mundo de 2018 promete um tratamento de luxo para milionários. A Match, empresa que chegou a ver seu executivo preso no Brasil por suspeita de atuar no mercado negro, apresentou nesta segunda-feira os pacotes VIP para o evento, com preços nada populares e destinados a dirigentes e chefes de empresa de todo o mundo.

Alguns dos camarotes para o estádio de Moscou, o Luzhniki, passam a ser vendidos por US$ 2,78 milhões (R$ 9,1 milhões). Garantindo luxo, sofisticação e privacidade, o grupo de até 51 pessoas que adquirir o camarote terá um tratamento exclusivo, presentes e alimentação de primeira classe.

Na Copa de 2014 no Brasil, alguns dos camarotes foram vendidos por R$ 4,6 milhões, na época US$ 2,3 milhões.
Para o próximo Mundial, os torcedores VIPs que optarem por ingressos mais “populares” em zonas exclusivas dos estádios russos poderão escolher pacotes em que pagarão entre US$ 5,8 mil e US$ 11 mil por entrada.

Na semana passada, os preços regulares para os jogos da Copa de 2018 foram revelados, com o mais barato deles valendo US$ 105,00. O preço é dez vezes mais caro que a entrada mais barata vendida no Brasil em 2014.

Documentos internos da Fifa obtidos com exclusividade pelo Estado revelaram que, numa licitação da entidade, a empresa Byrom, dos irmão que também atuam com a Match, não era a empresa que teria as melhores condições para atuar na Copa de 2018. Mesmo derrotada no informe técnico, a companhia ficou com o direito de vender os pacotes em Moscou.

Segundo o informe, o modelo comercial da Byrom “não é provavelmente viável” e é “financeiramente duvidável”.
No total, portanto, a Kuoni somou 51 pontos na avaliação, contra apenas 22 da Byrom, que acabou ficando com o contrato. O documento termina com uma declaração inequívoca. “Recomendação: selecionar a Kuoni”. “A oferta da Kuoni parece mais profissional, viável e confiável e está baseada em um modelo de parcerias locais”, indicou a Fifa.

Depois da Copa de 2014, o então secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, confirmou que a Byrom seria mantida para a Copa de 2018, na Rússia, no que se refere ao setor de ingressos. “O trabalho feito pela Match administrando nossa operação de ingressos tem sido ótima”, disse. “Quando você trabalha com alguém que fez isso, enquanto não houver um caso ou julgamento, então não há razão para não trabalhar com uma empresa que tem feito um trabalho tão bom”, afirmou. “Não existe motivo para não estender o acordo baseado em aspectos comerciais e financeiros, como confirmou o Comitê Financeiro e o Comitê Executivo (da Fifa)”, completou Valcke.

O executivo da Match, Ray Whelan, teve seu caso arquivado no Rio de Janeiro.

Fonte: Estadão

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