13/07/2016 14h43 - Atualizado em 14/07/2016 07h43

Pastor Felipe Heiderich chora em vídeo sobre acusação de abuso: ‘Estou em choque’; assista

Segundo o pastor, ele não soube lidar com as acusações da mulher.
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O pastor Felipe Garcia Heiderich, de 35 anos, divulgou, nesta quarta-feira, um vídeo no qual falou sobre a acusação de abuso contra o enteado de 5 anos, filho da pastora Bianca Toledo. Na gravação, o evangélico, que ficou preso por cinco dias e, por isso, aparece com a cabeça raspada, chorando, disse que estava em choque pelas acusações.

“Eu precisava me recuperar um pouco. Eu sempre achei que todo mundo era inocente até que se provasse o contrário. Mas, o que eu vivi nesses últimos dias, semanas, é que todos são culpados até que se prove o contrário. Assim como vocês, eu fiquei em choque com tudo o que foi dito a meu respeito e todas as acusações. Até dia 12, eu estava em família, feliz, ministrando na igreja, com uma criança que eu amei, que eu mais amei nessa vida, que eu ajudei a criar com a minha esposa. No dia 14, eu sou comunicado por ela de que ela tinha descoberto que eu era homossexual e pedófilo. Ela pegou, saiu de casa com meu filho e ali começaram os piores dias da minha vida”, diz.

Segundo o pastor, ele não soube lidar com as acusações da mulher.

“Eu fui fraco. Eu não soube lidar com essa situação. Eu não sei quem em sã consciência saberia lidar com essa situação. Primeiro pelo choque de achar que a criança que você ama estava sendo abusada por alguém. Isso, para mim, já seria sificiente para… não sei como reagir. Segundo, essa pessoa ser você. Eu chorei muito nesse dia”, lembra.

O pastor citou ainda que tomou um calmante de uso prescrito, mas não para se matar, conforme disse Bianca anteriormente, mas para descansar.

“Eu peguei dois vidros de Rivotril (calmante), um estava completamente vazio e outro estava pela metade. Eu peguei esse, virei e deixei um pouco ainda. Não porque eu queria me matar, mas porque eu queria dormir, dormir. Por achar que aquilo era algo da minha mente, um equívoco qualquer”, diz o pastor que acrescenta: “Eu lembro que virei para minha esposa e perguntei se ela não ia me dar a opção da dúvida, se ela não ia querer ouvir que aquilo era uma das maiores mentiras possíveis, se era um plano de Satanás”.

O pastor diz ainda que sua vida ficou difícil após as acusações de abuso. “Minha vida virou de pernas pro ar. Eu fui acusado, julgado, maltratado, linchado e ninguém sequer me deu o beneficio da dúvida”, lamentou.
Ainda no vídeo, Felipe pediu desculpas pelo ocorrido.

“Eu quero pedir perdão à Igreja de Deus porque, talvez, muitos na fé que me acompanham e acompanham nosso ministério tenham sido enfraquecidos. Mas entenda, me desculpa. Essa nunca foi a minha intenção, mas eu não soube lidar… Eu só queria sumir. Deus não teve a ver comigo”, fala o pastor que se diz ser uma “vergonha para o Evangelho”.

O pastor destacou ainda que, nesse momento, ele está se mantendo forte para “perdoar” e “provar a sua inocência”.
“Meu rosto rodou o mundo como pedófilo. Gritavam meu nome na rua: ‘Morre’. Sofri as penalidades da prisão. […] e, no meu último dia prisão, eu fui aplaudido pelos presidiários e os policiais. Só existe um lado oficial sobre o abuso. Esse laudo diz que eu sou inocente’, diz.

Por fim, o pastor pediu orações para que a verdade venha à tona. “Ele (Deus) vai provar minha inocência”, finaliza.

Prisão
Felipe Heiderich deixou a penitenciária na madrugada deste domingo sem tornezeleira eletrônica. A Justiça do Rio concedeu a liberdade ao pastor Felipe Heiderich, mas a determinação não pôde ser cumprida porque o estado está sem tornozeleiras eletrônicas. Mesmo assim, ele deixou a prisão sem o equipamento.

Veja o vídeo:

Fonte: Jornal Extra

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