11/07/2016 14h29 - Atualizado em 11/07/2016 14h29

PF vê elo de 2º maior fornecedor de Dilma em 2014 com homem de confiança de Paulo Bernardo

Receita Federal aponta serviços não declarados de ex-chefe de gabinete do ex-ministro do Planejamento, e campanhas de Dilma Rousseff e Gleisi Hoffman.
Foto: Reprodução
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Relatório da Receita Federal, anexado ao inquérito da Operação Custo Brasil – desmembramento da Lava Jato -, mostra uma ligação entre a Focal Confecções e Comunicação Visual, segunda maior fornecedora da campanha à reeleição de Dilma Rousseff (PT), e um ex-assessor do ex-ministro Paulo Bernardo(PT), Zeno Minuzzo. A empresa pertence a Carlos Roberto Cortegoso, investigado por lavagem de dinheiro e caixa 2 para campanhas do PT.

Zeno Minuzzo é apontado como um dos braços direito de Bernardo no Paraná. Segundo a Custo Brasil, ele está envolvido no recebimento de R$ 362 mil , entre 2010 e 2015, da Consist Software – principal empresa investigada no esquema de desvios de mais de R$ 100 milhões, nos contratos de empréstimos consignados de servidores federais, via Ministério do Planejamento.

No relatório, a Receita levanta suspeita sobre transações de remessa de materiais de campanha para Minuzzi, em 2014, e indica uma possível sonegação de informação sobre a prestação de serviço para as campanhas de Dilma e da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), mulher de Paulo Bernardo, que em 2014 concorreu ao governo do Paraná.

De acordo com o documento, “em que pese a existência desses documentos indicarem a ocorrência de vínculo de trabalho entre Zeno Minuzzo e as campanhas eleitorais de Dilma Rousseff e Gleisi Hoffman, o contribuinte não declarou ter auferido qualquer tipo de renda proveniente das referidas fonte”.

No total, o material registrado como a ser entregue para Minuzzo e faturados por empresas fornecedoras da campanha de Dilma, que inclui a Focal, somam R$ 682 mil. Em seu relatório, a Receita informa que os pagamentos “fazem referência a entrega, a título de simples remessa, de material de campanha eleitoral da Presidente Dilma Roussef” e ao “envio de 1.000 botons com referência a Gleisi, possivelmente a Senadora Gleisi Hoffman cuja candidatura a governadora pelo estado do Paraná aconteceu em 2014″.

No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Focal aparece como uma das fornecedoras da campanha de Gleisi Hoffmann, com 16 pagamentos que totalizam R$ 163 mil.

‘Garçom do Lula’
A Custo Brasil investiga lavagem de dinheiro e sonegação fiscal em negócios de Cortegoso. O Estadão revelou neste domingo. 9, que relatório da Receita Federal repassado à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal revela que, entre 2010 e 2014, uma das empresas de Carlos Roberto Cortegoso, a CRLS Consultoria e Eventos, movimentou quase R$ 50 milhões, de créditos e débitos, um quinto do valor declarado de receita bruta no período.

Os investigadores suspeitam de contabilidade “atípica” e caixa 2 com recursos provenientes do PT e de esquemas de propinas na Petrobrás e no Ministério do Planejamento. “A CRLS, segundo a Receita Federal, movimentou em suas contas cerca de R$ 25 milhões de entrada (crédito) e R$ 24 milhões de saída, mas declarou receita bruta de menos de R$ 10 milhões”, afirmam procuradores da República da Custo Brasil.

COM A PALAVRA, A CAMPANHA DE DILMA ROUSSEFF
Por meio do advogado de sua campanha, Flávio Caetano, Dilma Rousseff (PT) informou que todas as pessoas que prestaram serviços para a campanha foram devidamente contratadas e esses contratos foram encaminhadas à Justiça Eleitoral.

Fonte: Estadão

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