21/07/2016 15h05 - Atualizado em 22/07/2016 08h14

Revolta marca velório de jovem morta antes de colação de grau, em Manaus

Thammyrys ia para colação da irmã quando foi abordada por suspeitos. Familiares reclamaram de demora no atendimento.
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O velório da assistente social Thammyrys Alexandre foi marcado por emoção e revolta dos amigos e familiares da jovem, morta durante um assalto na quinta-feira (20) em Manaus. Ela foi baleada quando saía para se arrumar para a colação de grau da irmã e não resistiu aos ferimentos.

O corpo da assistente social foi velado em uma igreja do bairro Compensa, onde também ocorreu o crime.

A tia de Thammyrys falou à imprensa no local. Emocionada, Francideusa Costa disse que assaltos eram recorrentes na Compensa, bairro onde o crime ocorreu, e que havia descaso por parte dos policiais. “[Era] uma menina batalhadora, sorridente, que teve a vida ceifada por conta da irresponsabilidade de uns policiais que são mal preparados. A gente ligava [antes] e dizia que estava tendo assalto e eles não apareciam”, contou.

Francideusa afirmou ainda que o atendimento médico à jovem demorou. “[O Samu] chegou com atraso e não deixou retirá-la do carro. Se eu estivesse [lá], tinham tirado à força e dado os primeiros socorros”, disse a mulher, que ajudou a criar Thammyrys. “Não era minha sobrinha, era minha filha”, acrescentou.

Pai de vítima ainda não sabe de crime
O tio de Thammyrys disse à imprensa que o pai da jovem está viajando para Manaus, mas que ele ainda não sabe que ela foi morta em um assalto. “Ele está vindo para uma comemoração da formatura da filha e, quando chegar, vai para [o enterro] da outra filha”, lamenta Henri Braga.

Assim como Francideusa, Henri também criticou a atuação da polícia e o atendimento médico à Thammyrys. “Os policiais estavam despreparados. [Houve] imprudencia da Polícia Militar. Aqui dentro do conjunto tem uma escola de ensino fundamental e uma creche. Era 16h30, horário que as crianças estavam saindo e que há um fluxo grande de pessoas”, comentou, acrescentando que há a suspeita de que o tiro que matou a jovem tenha saído de uma arma de um dos policiais. “O Samu demorou 40 minutos para chegar e, quando chegou, vieram dois técnicos totalmente despreparados. Não mandaram enfermeiros”, completou.

O enterro da jovem deve ser realizado nesta sexta-feira (22).

Fonte: G1

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