21/07/2016 14h21 - Atualizado em 21/07/2016 14h21

Russos podem estar fora dos Jogos Olímpicos Rio 2016

Governo da Rússia protagoniza o maior escândalo de doping de todos os tempos.
Foto: Reprodução
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Atrás apenas dos Estados Unidos em número de medalhas, a Rússia pode agora ser banida dos Jogos Olímpicos. O Comitê Executivo da Agência Mundial Antidoping (Wada) recomenda que seja negada a participação de todos os atletas do Comitê Olímpico da Rússia. Um escândalo sem precedentes, que envolve os próprios competidores e o governo do país.

O relatório ‘bomba’
Tudo teve início com a denúncia do ex-diretor do laboratório antidoping dos Jogos de Inverno de Sochi 2014. O jornal The New York Times publicou reportagem com as declarações de Grigory Rodchenkov, que afirmou ter conhecimento do esquema instituído pelo Estado. Segundo ele, depois dos maus resultados obtidos pelos russos nos Jogos de Vancouver em 2010, as amostras de urina dos atletas começaram a ser manipuladas e os resultados positivos passaram a “desaparecer”.

Contratado pela Agência Mundial Antidoping (AMA), o advogado canadense Richard McLaren investigou o caso. O chamado Relatório McLaren concluiu que o Ministério do Esporte da Rússia, utilizando inclusive o serviço de inteligência da antiga KGB, a polícia secreta, burlava os exames antidoping positivos. Esta prática teria começado no fim de 2011.

O objetivo era obter melhor desempenho nos Jogos de Sochi, mas a falsificação já havia sido feita nos Jogos de Londres 2012, no ano seguinte no Mundial de Atletismo de Moscou e, por último, no Mundial de Natação de 2015. Os atletas eram selecionados conforme suas chances de medalha e sabiam do esquema. Eram coletadas amostras “limpas” que, congeladas, eram guardadas para substituir as amostras coletadas durante as competições.

Putin reage
Vladimir Putin, presidente da Rússia, reagiu desmentindo Rodchenkov e criticando o relatório por ter considerado as declarações de apenas uma pessoa. Tentando politizar o problema e sem admitir a fraude, Putin também atacou os Estados Unidos e as agências que pediram a exclusão de seu país nos jogos: “O movimento olímpico passou por uma séria crise e acabou dividido… Agora, nós vivemos uma revisão dessa interferência dos políticos no esporte.” O comunicado de Putin diz ainda que esta é uma maneira de “transformar o esporte em instrumento de pressão geopolítica e para formar uma imagem negativa de países e pessoas”.

A decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) será anunciada até o próximo fim de semana.

Fonte: Blasting News

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