07/07/2016 16h01 - Atualizado em 7/07/2016 16h01

Soldado do Exército matou médico após cobrar celular, diz polícia no AM

Médico foi encontrado morto dentro de apartamento em Manaus.
Foto: Divulgação/PC
Foto: Divulgação/PC

O soldado do Exército Igor Matheus Negrão e Silva, de 18 anos, preso após matar o médico Emerson Rios Carvalho Sena, em um condomínio em Manaus, alegou ter cometido o homicídio em legítima defesa. Na delegacia, na manhã desta quinta-feira (7), ele disse estar arrependido do crime e pediu perdão. A Polícia Civil diz que o crime foi motivado porque o médico não cumpriu a promessa de dar um celular a Igor.

O suspeito do assassinato foi identificado após a Polícia Civil divulgar imagens do circuito de câmeras do local. Igor foi reconhecido por militares do quartel onde era lotado. Nas imagens, o soldado aparece chegando na portaria do apartamento e, em seguida, entrando no tríplex acompanhado pelo médico.

De acordo com o delegado Ivo Martins, o rapaz, inicialmente, não quis colaborar com informações, mas após as evidências da participação dele, acabou confessando o crime.

Discussão
Em depoimento à polícia, Igor relatou que o crime ocorreu após uma discussão entre os dois. O motivo não foi informado pelo suspeito.

Ainda conforme a polícia, o soldado disse que os dois estavam bebendo juntos. No entanto, o médico estaria com o comportamento alterado. Igor relatou ainda que, após a discussão, a vítima teria ido à cozinha e voltado com uma faca.

“Na verdade, ele já estava alterado. Ele se estressou e eu já tava um pouco chateado. Ele que me agrediu e eu só fiz revidar. Eu vi ele (sic) se preparando para me atacar e eu só fiz me defender. Ele pulou no meu pescoço, tentou me furar e ele se furou. Não tinha intenção de matá-lo. Não sabia que ia acontecer aquilo”, disse.

Ele disse estar arrependido. “Só quero pedir desculpas à família. Estou arrependido, realmente quero pedir desculpa à minha família e meus amigos. É isso. Eu estou arrependido, me desculpe. Eu não sei o que aconteceu, eu não reconheci e nem ele se reconheceu. Ele estava alterado, estava estressado”, declarou.

O delegado Ivo Martins diz não acreditar na versão apresentada pelo suspeito. Martins contou que o médico teria prometido dar um celular ao soldado. O suspeito teria cobrando insistentemente pelo aparelho, o que poderia ter dado início à discussão.

Celular
“No dia do fato, eles foram beber. Em determinado momento, o Igor cobrou o celular. A vítima teria ficado chateada com essa situação, continuaram bebendo. Ele (Igor) continuou cobrando o celular e, em determinado momento, segundo a versão do Igor, que nós não acreditamos, a vítima foi até a cozinha e voltou com uma cerveja e com uma faca e passou ameaçá-lo. Igor pegou outra faca e começaram a brigar”, disse o delegado.

De acordo com as investigações da polícia, o médico e o soldado se conheciam desde dezembro de 2015. O soldado ficará preso no Batalhão da Polícia o Exército, à espera de julgamento. Ele foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil.

Família nega
Familiares do médico rebateram a versão de que o médico estivesse consumindo bebida alcoólica e afirmam não acreditar que ele tentou esfaquear o suspeito.

“A história de que eles tomaram cerveja é inverossímil, é outra fantasia. Meu irmão não bebe nada, socialmente bebe um vinho, nas nossas reuniões familiares. Quando eu entrei, não tinha uma garrafa de cerveja aberta, não tinha um copo cheirando a cerveja. Então, é outra balela a ideia de que ele teria partido com uma faca para cima do suspeito. Meu irmão é uma flor, dos meus irmãos é o mais pacato. Abomina qualquer tipo de violência. É incapaz de ofender alguém”, disse o irmão da vítima Adison Sena.

Fonte: G1

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