25/07/2016 07h28 - Atualizado em 25/07/2016 07h28

Vereadores de Manaus: o vereador de hoje é Francisco da Jornada

Jornada já foi corregedor da CMM, época em que os ‘faltosos’ não recebiam descontos em seus salários.
Foto: Tiago Correa/CMM
Foto: Tiago Correa/CMM

O vereador que vamos conhecer nesta segunda-feira (25), é Francisco da Jornada (PSD), que está no segundo mandato como vereador de Manaus. Atualmente Jornada ocupa cargo na Mesa Diretora da Câmara Municipal de Manaus (CMM) como terceiro secretário e no início da atual legislatura foi corregedor, época que foi alvo de diversas críticas.

Em 2014, vereadores faltosos ficaram ‘de boa’ por não receberem faltas e consequentemente tiveram o direito de receber integralmente seus salários, por conta de decisão do vereador Jornada, que na época era corregedor da CMM. Em meio a discussões sobre descontos de faltas, o parlamentar chegou a afirmar que seria feito o desconto em folha, mas voltou atrás e informou que a decisão havia sido descartada.

A polêmica é porque no dia 21 de agosto um total de 16 vereadores faltaram à sessão plenária, durante a Ordem do dia, período que ocorre às votações.

Painel eletrônico em 2012

Na época do polêmico painel eletrônico, na gestão do vereador Isaac Tayah, Jornada teria declarado num primeiro momento que desconhecia a compra e em seguida, em outro momento, declarou à imprensa que era desnecessária a aquisição de um novo painel. Contraditório não?

Francisco da Jornada é autor da proposta que homenageou o ex-governador de Manaus, Amazonino Mendes, este ano na CMM. Jornada justificou que Amazonino “trouxe diversos benefícios à população manauense, e que isso não podeira ser esquecido”. Ele disse ainda que os “feitos históricos são as principais características da grande figura política”, referindo-se ao ex-governador.

Projeto Pipas

Jornada também é conhecido na CMM por propor uma avalanche de projetos que pretendem criar datas comemorativas. Em abril deste ano, a Câmara se debruçou sobre diversas matérias com esse teor.

Uma das propostas foi do vereador Jornada a que “cria a semana educativa de conscientização para a prática de soltar pipas e papagaio sem uso do Cerol e Linhas Chilenas nas escolas públicas e privadas da capital”. Enquanto a população espera uma atuação mais séria dos parlamentares, eles se acomodam com a apresentação de propostas como essa.

Juntos, os 41 vereadores de Manaus custam ao bolso do contribuinte aproximadamente R$ 43,8 milhões ao ano. Sem falar em seus salários de R$ 15 mil, verba de gabinete de R$ 60 mil, que eles usam para contratar assessores parlamentares e a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) no valor de R$ 14 mil, que pode ser usada para compra de combustível, alimentação, dentre outras coisas.

Caro leitor do AM POST, esse vereador merece ser reeleito?

Fonte: AM POST

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