15/07/2016 09h37 - Atualizado em 15/07/2016 09h37

Vereadores de Manaus: o vereador de hoje é Plínio Valério

Em 2013, Plínio assumiu cadeira de deputado federal sem perder o mandato de vereador, graças a emenda aprovada pela CMM.
Foto: Tiago Correa/CMM
Foto: Tiago Correa/CMM

O vereador desta sexta-feria (15), é Plínio Valério, que está em seu segundo mandato como vereador e em 2013 assumiu, como suplente, mandato de deputado federal, onde atuou apenas 8 meses. Na época Plínio ganhou os destaques de todos os meios de comunicação de Manaus por causa da polêmica se assumia ou não o mandato na Câmara dos Deputados.

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) elaborou e aprovou uma emenda à Lei Orgânica do Município (Lomam) para tratar do assunto e impedir que vereadores que assumissem vagas de suplente na Câmara Federal, Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM) e até mesmo Senado não perdessem o mandato. Plínio assumiu a vaga em 2013 e no início de 2014 retornou à CMM, assumindo de volta o cargo de vereador.

Na época, Valério até protocolizou um pedido de licença junto á presidência da Câmara Municipal como estratégia de assegurar a posse de deputado federal, sem perder o mandato de vereador. O pedido de licença era de 120 dias, mas ele negou que havia feito o pedido, mesmo com as provas documentais assinadas por ele.

Ministério Público

Ainda no ano de 2013, quando o parlamentar deixou o Parlamento Municipal para assumir cadeira em Brasília, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), por meio do seu Procurador-Geral na época, Francisco Cruz afirmou que a maneira como o vereador se licenciou da Câmara Municipal para assumir com deputado federal era inconstitucional, afirmando que a CMM teria agido de forma incorreta de acordo com a lei.

No mesmo ano em audiência com a presidente afastada Dilma Rousseff (PT), Plínio tirou uma foto com Dilma e postou em suas redes sociais, consequentemente foi fortemente criticado por internauta e eleitores, que não gostaram nada do que viram.

Sem prestígio

O vereador chegou a afirmar para a imprensa local no ano de 2012, que devido aos ‘anos de lealdade’ ao prefeito Arthur Neto (PSDB) com certeza ele seria o escolhido para assumir a presidência da CMM, o que não aconteceu, já que Arthur escolheu o então deputado estadual, Bosco Saraiva para ser comandar a Casa Legislativa.

Cotão

Plínio foi autor em 2014, de emenda que garantiu o uso do “cotão” durante a campanha eleitoral, mas o benefício foi suspenso por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), o que levou o vereador criticar e afirmar que o TCE deveria ser investigado. Ficou magoadinho por não poder usar mais os recursos da Cota.

Ele merece ser reeleito?

Fonte: AM POST

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