27/08/2016 13h26 - Atualizado em 28/08/2016 16h46

Alunos de Saúde da UEA terão contato com robôs que simulam reações humanas

A entrega dos laboratórios à comunidade acadêmica faz parte da política da Gestão Superior da UEA.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) inaugurou nesta sexta-feira (26) o Laboratório de Habilidades, Simulação e Tecnologias de Cuidado em Saúde (LaHSim), onde são utilizados robôs nas aulas de simulação clínica. A entrega dos laboratórios à comunidade acadêmica faz parte da política da Gestão Superior da UEA e do Governo do Estado para promover a modernização do processo de ensino e aprendizagem dentro da instituição. O laboratório fica instalado na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA).

O Laboratório de Habilidades, Simulação e Tecnologias de Cuidado em Saúde (LahSim) reúne, em um só lugar, aulas práticas, de Raciocínio Clínico, simulações e atendimentos clínicos, além do “Debriefing”, onde os alunos irão avaliar, orientados pelos professores, os procedimentos realizados e indicar falhas de seus atendimentos. Todos os treinamentos serão realizados por meio do robô METIman.

O reitor da UEA, Cleinaldo Costa, ressaltou a Gestão Superior da instituição procura investir não só na capacitação técnica, mas também humana dos futuros profissionais de saúde. “É como treinar um piloto de aeronave no sentido de um simulador que simule riscos, situações de dificuldade e que permita desenvolver decisão, técnica e, ao mesmo tempo, capacitar os alunos do ponto de vista psicomotor para que, ao chegar num atendimento real, o profissional possa fazer da forma mais qualificada possível”, disse Costa.

O espaço possui em sua estrutura 4 robôs completos, além de partes do corpo humano: 4 robôs adultos, 1 Gestante, 3 bebês, 3 Tórax adultos, 1 Tórax de criança, 5 mamas femininas, para exames de detecção do câncer. O local comporta seis salas, onde podem ser realizadas simulações clínicas de treinamento como: simulação do parto, atendimento a parada cardíaca (adulto e pediátrico – com um bebê), atendimento ao recém-nascido, além da Avaliação Objetiva (uma estrutura usada, onde um ator faz o papel do paciente).

Para a coordenadora técnica do Laboratório de Habilidades da UEA, Sibila Osis, o principal benefício do laboratório é a possibilidade de criar um ambiente controlado de situações mais graves que futuramente os alunos terão contato na vida profissional. “Com o laboratório, podemos colocar o profissional numa situação de estresse, que ele vai vivenciar na vida profissional, mas num ambiente controlado, onde eu posso avaliar como ele vai responder e como é o processo de atendimento na situação de alto estresse”, ressaltou Sibila.

Além de toda a estrutura de alta complexidade, o laboratório conta ainda com um robô mais completo, chamado de Anderson, onde é possível fazer simulação de clínicas em geral. Esse robô respira, sangra, tem frequência cardíaca, pressão arterial, pisca os olhos, a pupila dos olhos dilata e se retrai, conforme a necessidade da simulação e, além disso, faz convulsão e diversos ritmos cardíacos e sinais clínicos patológicos.

De acordo com o acadêmico de Enfermagem, Francisco Vitorino, com as aulas práticas nos manequins é possível realizar o treinamento em uma mesma situação clínica quantas vezes for necessário. “Além da formação de qualidade, o maior beneficiário será o paciente, já que a população terá profissionais mais capacitados no momento do atendimento”, completou.

AULA MAGNA
Após a entrega do laboratório, que ocorreu na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA), foi realizada a Aula Magna do Segundo Semestre de 2016, proferida pelo médico e cientista Wanderley de Souza, atual presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

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