21/08/2016 14h39 - Atualizado em 22/08/2016 09h42

Delação de Léo Pinheiro cita Toffoli, diz revista

Segundo a revista, o executivo relatou que engenheiros da OAS fizeram uma vistoria na residência de Toffoli.
Foto: Reprodução
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O nome do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, foi citado nas negociações de delação premiada do empreiteiro José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, da OAS. A informação foi publicada pela revista Veja e confirmada pelo Estado. Segundo a revista, o executivo relatou que engenheiros da OAS fizeram uma vistoria na residência de Toffoli, em área nobre de Brasília, após o ministro se queixar de problemas de infiltração na casa.

Depois disso, Toffoli teria contratado uma empresa indicada por Léo Pinheiro para fazer a reforma necessária. Ainda de acordo com Veja, o empresário disse que a obra de impermeabilização foi custeada pelo próprio ministro do STF. Segundo a publicação, a defesa de Léo Pinheiro propõe, na negociação do acordo, um capítulo apenas sobre o ministro do Supremo.

De acordo com fontes ligadas à investigação, a OAS assinou com a força-tarefa da Lava Jato um acordo de confidencialidade – considerado o primeiro passo formal para a delação. Apesar disso, investigadores afirmam que a colaboração está longe de ser fechada e está em estágio anterior à dos delatores da Odebrecht, por exemplo.

No caso da citação a Toffoli, os investigadores ainda não verificaram a indicação de crime. Até o momento, segundo a própria revista, existem questionamentos morais sobre a proximidade entre o executivo e o ministro do Supremo, o que não, necessariamente, indica práticas criminosas. Como o relato que envolve Toffoli foi feito nas negociações de delação, procuradores devem perguntar nas próximas etapas detalhes sobre a menção ao ministro.

Ao Estado, Toffoli reiterou o posicionamento dado à Veja. Ele alega não ter qualquer tipo de relação de intimidade com Léo Pinheiro e argumenta que custeou, ele próprio, a obra realizada em sua residência.

Mensagens obtidas com a apreensão do celular de Léo Pinheiro, e analisadas pela força-tarefa desde 2015, já indicavam possível relação de proximidade entre o executivo e o ministro. Não foram encontradas, até o momento, conversas diretas entre Toffoli e Pinheiro, mas em diálogo com outros funcionários da empresa, Léo Pinheiro fala sobre agrados de aniversário ao ministro do Supremo. Segundo a revista, há indicações nas conversas de menção ao nome do ministro envolvendo interesses comerciais da OAS.

Fonte: Estadão

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