12/08/2016 08h12 - Atualizado em 12/08/2016 09h56

Estiagem coloca quatro municípios na calha do Madeira em ‘Estado de Alerta’

Alerta foi emitido para Humaitá, Apuí, Manicoré e Novo Aripuanã. Municípios das calhas do Purus e Juruá estão em mesma situação.
Foto: Reprodução
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A Defesa Civil do Amazonas emitiu nesta quinta-feira, 11 de agosto, “Estado de Alerta”, para quase todos os municípios da calha do Madeira por conta da estiagem. Esse é o segundo estágio de um desastre, que pode evoluir para uma Situação de Emergência.

“Assim como as calhas do Juruá e Purus, o Madeira entra em Alerta. Nessa fase, estamos realizando as orientações as Prefeituras quanto aos procedimentos preparatórios de resposta para um possível agravamento do desastre natural, o que envolve o levantamento de dados sobre as necessidades específicas da população, bem como o levantamento de ações governamentais (estadual e federal)”, enfatizou o Secretário Executivo do órgão, coronel Fernando Pires Junior.

Entram em “Estado de Alerta” os municípios de Humaitá, Manicoré, Apuí e Novo Aripuanã (respectivamente 590, 332,453 e 227 quilômetros, em linha reta, de Manaus).

Na avaliação do Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil do Estado (Cemoa), a situação dessa calha, que está em período de estiagem natural, foi potencializada por uma massa de ar seco que inibiu a ocorrência de chuvas nessa região. O órgão tem como base os dados oficiais do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).

Na próxima semana, a Defesa Civil do Amazonas enviará três equipes de técnicos para avaliação do cenário nas calhas do Juruá, Purus e Madeira.

Situação atual:

Guajará (a 1.476 quilômetros de Manaus, em Linha reta)
Cidade referência para os demais municípios da calha do Juruá, o nível do rio hoje é de 2,51m. A maior estiagem registrada foi em 1995 quando chegou a 2,20m. A comparação dos dados mostra que faltam 31cm para atingir a cota histórica de estiagem.

Ipixuna (a 1.367 quilômetros de Manaus, em Linha reta)
A Defesa Civil de Ipixuna, município localizado na calha do Rio Juruá, informou oficialmente a Defesa Civil do Estado, que 215 famílias de 17 comunidades próximas a rios secundários, estavam com dificuldades de navegação.

O órgão municipal já realizou o trabalho de remoção de troncos de madeira para o restabelecimento do tráfego. Outras comunidades localizadas próximas aos rios Liberdade, Açaituba e Gregório apresentam dificuldades de navegação, mas sem isolamento.

Boca do Acre (a 1.028 quilômetros de Manaus, em Linha reta)
Referência do Purus, a marca histórica da vazante foi em 1998, quando o nível do rio chegou a3,49m. Para alcançar o mesmo registro de 18 anos atrás, faltam 95 cm, isso por que hoje o rio está medindo 4,44m.

Apuí (a 453 quilômetros de Manaus, em Linha reta)
De acordo com a Defesa Civil de Apuí, na calha do Madeira, três dos nove bairros do município (São Sebastião, Cachoeirinha e Vila Nova), que estão com o abastecimento de água comprometido, estão sendo atendidos com carros-pipa.

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