31/08/2016 14h52 - Atualizado em 2/09/2016 15h46

Impeachment de Dilma repercute na Câmara Municipal de Manaus

O presidente da Câmara criticou “os poucos que lutam em defender um governo que deixa de existir a partir de hoje”.
Foto: Divulgação
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Vereadores governistas e da oposição repercutiram, na manhã desta quarta-feira (31), da tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM) o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), ocorrida no Senado Federal e que terminou com o afastamento definitivo da presidente com 61 votos a favor e 20 contra.

Com um discurso cheio de críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT), afastada após processo de impeachment pelo Senado Federal, e também de esperança no direcionamento econômico do presidente Michel Temer (PMDB), que assumirá o poder, o presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Wilker Barreto (PHS), afirmou que a história julgará, com os mínimos detalhes, o quanto foi desastrosa para a economia brasileira esta segunda década. “Os manuais de economia vão lembrar como um dos maiores retrocessos da nossa República”, assegurou.

Wilker Barreto afirmou que vem falando desde segunda-feira (29) que não tem pena da presidente Dilma, porque ela está com a vida dela resolvida. “Tenho pena de milhares e milhares de amazonenses que estão amargando o desemprego. Mas renovo as esperanças nesse novo momento que está vivendo o País, na consolidação desse momento que vive a República, quando esta Casa não se acovardou em defesa do povo amazonense”, assegurou.

O vereador criticou “os poucos que lutam em defender um governo que deixa de existir a partir de hoje, que defendem apenas o poder”, em detrimento à defesa de um plano econômico. “O que fazem é por querer se manter no poder, nos cargos. Não vejo no discurso da presidente e dos que a defendem, contestarem a política econômica, defender com coragem e convicção os caminhos da economia. Nenhum defende seus planos de governo”, completou.

Para o presidente da Casa Legislativa, o Brasil passou muito próximo do abismo e nesse abismo caíram milhares de famílias que precisam ser resgatadas. Wilker acredita que o presidente Temer terá que ter a visão semelhante a de Itamar Franco, ou seja, deixar a história julgar a sua biografia. Para ele, o novo presidente tomou as medidas corretas. “O remédio no primeiro momento tem gosto amargo, mas com o passar dos dias cura. É a mesma coisa que ocorre na economia. Hoje vira-se a página da República e abre-se um caminho da luz”, afirmou.

Wilker Barreto reafirmou os efeitos da política desastrosa adotada pelo governo brasileiro, a mesma que está levando o povo venezuelano a deixar o país para comprar um quilo de açúcar nos países vizinhos. O vereador atribuiu a incompetência do governo petista, a situação vivida pela população do país, uma vez que países vizinhos a exemplo do Chile e do Uruguai saboreiam crescimento econômico.

Barreto encerrou seu discurso, acreditando que em dois anos teremos uma economia voltando à tranquilidade. “Porque as expectativas do mercado são boas. Ainda hoje a bolsa vai subir, o dólar vai cair, a economia vai responder. Acabou este modelo econômico que liquidou com a Venezuela e quase leva o Brasil à bancarrota”, completou o presidente.

Vereadores como Sildomar Abtibol (PROS), Mário Frota (PHS), Marcel Alexandre (PMDB), Elias Emanuel (líder do Governo Municipal) e Professor Bibiano (PT) também se pronunciaram sobre o processo de impeachment e o afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Sildomar falou do momento histórico vivido pelo País e disse que estava ansioso pelo resultado que se esperava e que se confirmou. Ele disse acreditar na votação com cumprimento do rito e transparência comandada pela Corte Suprema do País.

Mário Frota, por sua vez, disse que não sabia se um dia o Brasil iria se orgulhar desses 13 anos e meio de administração petista. “Nunca na história em tempo algum se presenciou tantos lances de corrupção, crimes como o praticado contra a Petrobras. Vivemos uma página terrível da história. Precisamos retomar a credibilidade econômica”, assegurou.

Para Elias Emanuel, escreve-se uma nova página da história do Brasil. O Brasil coloca um ponto final na questão do impeachment. “Encerra-se um ciclo. Enquanto o Chile e o Uruguai prosperam, o Brasil definhava por um governo sem credibilidade. Nova história se escreve sobre essa Nação”, disse.

O vereador petista Waldemir José, por sua vez, destacou que o Brasil entra para a história como um País que tira do Governo uma presidente eleita democraticamente pelo povo. “Vocês venceram, conseguiram fazer o que queriam. Lá na campanha, já diziam que se a presidente fosse reeleita não chegaria ao final do seu mandato. Logo em janeiro já pediam o seu impeachment. Me orgulho do PT e em dizer que para todos nós foi um golpe instalado. Dilma foi retirada para tirar o direito dos trabalhadores tão arduamente conquistado”, assegurou ao destacar que nunca, num Governo, a Amazônia foi tão beneficiada, como num governo petista.

Elias Emanuel lembrou o vereador, que foi no governo de Dilma Rousseff que foi enterrado um projeto exitoso da administração FHC, no Amazonas, o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA).

Marcel Alexandre, por sua vez, se disse contemplado na fala de Elias Emanuel. “Não há golpe. O golpe foi dado no povo brasileiro que acreditou em um projeto que tinha muita coisa por trás, no qual esconderam o desemprego, rombo na administração pública e dinheiro desviado para países da América Latina”, afirmou. Ele disse esperar que a união do PMDB com o PSDB, no governo Michel Temer, possam ajudar da forma que ocorreu no governo de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. E que o governo possa pensar em um modelo de desenvolvimento econômico e social com retorno da credibilidade e que resulte a estrutura familiar e econômica.

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