12/08/2016 07h46 - Atualizado em 12/08/2016 10h53

Internas do Centro de Detenção Provisória Feminino apresentam espetáculo teatral em Manaus

A peça foi criada durante atividades do Projeto de Extensão ‘Arbítrio’, uma parceria da UEA com a Seap.
FOTO: NATHALIE BRASIL/ SECOM
FOTO: NATHALIE BRASIL/ SECOM

Um pedido de reconhecimento pela sociedade. Esse era um dos objetivos de 14 internas do Centro de Detenção Provisória Feminina (CDPF) quando pisaram no palco do Teatro da Instalação, no Centro de Manaus. O espetáculo “O Sol vai Voltar” aconteceu na tarde desta quinta-feira, dia 11 de agosto, e foi encenado para um público composto por internos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), da Unidade Prisional Semiaberto Feminino (UPSF) e, o mais emocionante de todos, membros da família das detentas.

O espetáculo foi criado durante atividades do Projeto de Extensão ‘Arbítrio’, realizado por professores e alunos do curso de Teatro da Escola Superior de Artes e Turismo (Esat) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

De acordo com a coordenadora do curso de Teatro, Annie Martins, o projeto contribui com o papel de ressocialização das internas na sociedade. “Ele é desenvolvido há dois anos em ambos os sistemas: feminino e masculino. O nome do trabalho desenvolvido vem de ‘Livre Arbítrio’, pois participa quem quer. Temos um papel de formiguinha para dar ‘voz’ aqueles que antes estavam oprimidos. É uma grande conquista ouvir dos diretores do presídio a mudança dos participantes do projeto”, avaliou.

O coordenador de extensão da UEA, Isaque Santos Souza, destacou a parceria da UEA com a Seap. “Sabemos da importância da universidade no papel da ressocialização. O objetivo também é trabalhar a esperança”, enfatizou.

Uma das participantes do espetáculo, Juliany da Silva, acredita que as manifestações artísticas, principalmente o teatro, é uma das formas de mostrar à sociedade outra visão das internas. “Por estarmos presas muitos pensam que não somos capazes. O espetáculo foi produzido por cada uma das internas e destacamos o que vivemos lá dentro do presídio e o que queremos”, enfatizou.

Emocionada, Maria José Pereira de Souza, mãe da interna Monaliza Pereira de Souza, acredita que o “Projeto Arbítrio” é uma grande oportunidade. “A minha filha era da igreja e vivia brilhando quando trabalhava com as crianças. Hoje me senti emocionada ao ver a minha filha, mais uma vez, solta e feliz”, disse.

Projeto Arbítrio – Desenvolvido por alunos e professores do Curso de Teatro da UEA, o Projeto de Extensão ‘Arbítrio: Teatro nas Penitenciárias de Manaus’ foi criado em 2014. O objetivo é usar o Teatro como meio de reintegração social e acesso a processos sensitivos do coletivo que buscam a ressocialização das internas.

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