29/08/2016 09h51 - Atualizado em 29/08/2016 15h10

Plácido Domingo visita Teatro Amazonas e revela: “Meu sonho é voltar para cantar”

O músico revelou planos de voltar à capital amazonense.
FOTO: VITOR SOUZA/SECOM
FOTO: VITOR SOUZA/SECOM

Um dos nomes mais importantes da música lírica internacional, o tenor Plácido Domingo visitou o Teatro Amazonas neste domingo, 28 de agosto, antes de deixar Manaus rumo a Dubai, nos Emirados Árabes, onde continuará sua agenda de shows. Na capital amazonense desde a última quinta-feira para participar do Amazônia Live, evento do Rock In Rio que levanta a bandeira da preservação ambiental, o músico revelou planos de voltar à cidade. “Meu sonho é voltar para cantar. Depois de ter pisado pela primeira vez nesse lugar, (quero) poder vir a cantar e dirigir uma ópera”, afirmou.

Na visita ao lado da esposa e do seu grupo de músicos, o tenor fez fotografias e cantou no palco um pequeno trecho da ópera “O Guarani”, do compositor brasileiro Carlos Gomes. Acompanhado pelo maestro Marcelo de Jesus, coordenador dos Corpos Artísticos da Secretaria de Cultura do Estado, Plácido perguntava, a todo o momento, detalhes técnicos e históricos sobre o Teatro Amazonas. “É uma grande emoção estar nesse teatro tão precioso, tão maravilhoso, no qual eu deveria ter cantado há quase vinte anos. Não sei quando, mas temos de buscar um momento e algo muito especial (para um show no Teatro)”, comentou.

Plácido é o terceiro dos “Três Tenores” a conhecer o Teatro Amazonas. O trio formado, ainda, por José Carreras e Luciano Pavarotti revolucionou a presença da música erudita no mercado musical internacional a partir da década de 1990. “O Plácido Domingo talvez seja a última grande pérola da música lírica. Todos os grandes estão, infelizmente, nos deixando e essa geração é muito importante porque foi a que abriu o mercado da música erudita”, destacou o maestro Marcelo de Jesus.

Carreras se apresentou na reabertura do Teatro Amazonas, em 1997. Pavarotti esteve logo depois em uma visita informal, durante conexão aérea em Manaus. Presente na visita dos três tenores ao Teatro Amazonas, a camareira Nilda Veras, funcionária do teatro há 23 anos, foi chamada por Plácido para uma fotografia. O cantor soube da história da camareira e pediu para sua equipe procurá-la.

“Para mim foi uma honra muito grande tirar essa foto. Trabalhando como camareira do teatro é uma honra grande. É a terceira vez que conheço uma pessoa tão importante da música internacional. Esse ano nosso teatro completa 120 anos e, para mim, ele chegar e me procurar para tirar uma foto foi uma emoção muito grande”, contou Nilda, em lágrimas.

Natureza impressionante
Na noite de sábado, 27 de agosto, Plácido Domingo cantou acompanhado pela Amazonas Filarmônica e Coral do Amazonas em uma balsa em formato de folha montada no Rio Negro para o Amazônia Live. Experiência inédita na carreira do tenor, a apresentação no meio da floresta amazônica foi definida como emocionante e ajudou a causar boa impressão do Amazonas. “É incrível estar aqui onde o Rio Negro e o Amazonas se unem, nessa imensidão. Não dá para imaginar. É uma riqueza única que este país possui”.

Plácido aproveitou para defender a importância do evento e a necessidade de lutar pela preservação do meio ambiente. “A inconsciência humana está acabando com a natureza e esperamos que depois desse concerto tenhamos motivado a plantar muitas arvores”, comentou. Com o projeto, mais de 3 milhões de mudas de árvores nativas foram plantadas.

Acompanharam Plácido Domingo na visita ao Teatro Amazonas, a soprano Ana Maria Martinez, o guitarrista Pablo Sainz Villegas e o maestro Eugene Kohn.

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