25/08/2016 17h34 - Atualizado em 25/08/2016 17h39

Previsão da CPRM é de que seca no Rio Amazonas seja acima da média

Os níveis atuais são semelhantes as que precederam as maiores vazantes já registradas.
Foto: Divulgação
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O Superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Marco Antônio de Oliveira informou, nesta quinta-feira (25), que a previsão é de que a vazante do Rio Amazonas seja acima da média este ano, caso o volume de chuvas não aumente nos próximos meses. Os dados foram apresentados em palestra sobre a situação dos rios na Amazônia, durante a reunião do Parlamento Amazônico na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM).

O superintendente informou que os rios Maranhão e Ucayali, que ao chegar no Brasil formam o Rio Amazonas, tiveram, este ano, médias semelhantes as maiores vazantes já registradas, o que pode gerar efeitos acentuados na vazante dos rios no Amazonas. “Não podemos dizer se será a maior vazante de todos os tempos, mas podemos esperar sim, uma vazante acima da média”, disse.

O Rio Madeira, segundo ele, apresenta queda no nível, semelhantes às médias da maior vazante da história, que foi a 1969. O Rio Madeira ainda tem previsão de vazante até outubro, segundo ele. Isso baseado nas médias de anos anteriores, mas ainda não é afirmar até quando os rios devem secar esse ano.

Na Sessão, coordenada pelo presidente da Casa, deputado Josué Neto (PSD), o assunto foi abordado por conta do interesse social e econômico que envolve os rios, já que é o principal meio de acesso às cidades e comunidades mais afastadas da capital do Amazonas.

As informações sobre as cheias e vazantes dos rios, segundo o presidente do Parlamento Amazônico, deputado Sinésio Campos (PT), deverão embasar projetos como a implantação do Eixo Manta-Manaus, que prevê o uso dos rios para transporte de cargas, e a interligação de hidrovias do Amazonas, com a de outros Estados.

Apesar das oscilações, de seca e cheia, o geólogo Marco Oliveira afirmou que estas sempre irão existir, e que o Amazonas, pelo menos nos próximos mil anos, poderá fazer uso dos rios como via de transporte de cargas. No entanto, informou que Estados do Nordeste poderão ter problemas nos próximos anos, porque a previsão é de que o clima por lá seja cada vez mais seco. Diante disso, os deputados ressaltaram a proposta já feita por alguns políticos e geólogos, de transferir águas do Amazonas, para outros Estados.

Participaram da Sessão a Superintendente da Zona Franca de Manaus, Rebeca Garcia, o presidente do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), Gustavo Henrique Alves Martins e representantes das Assembleias Legislativas dos nove Estados que compõem a Amazônia Legal e que formam o Parlamento Amazônico.

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