29/08/2016 14h33 - Atualizado em 29/08/2016 14h33

Proposta prevê campanha educativa contra a automedicação

Serão realizadas palestras e atividades que buscarão conscientizar os participantes sobre o perigo da automedicação.
Foto: Reprodução
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Uma pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) mostra que 72% da população toma remédio por conta própria e 40% faz autodiagnóstico usando a internet, ou seja, sete em cada 10 pessoas se automedicam no Brasil.

Diante do número, o vereador Ednailson Rozenha (PSDB), apresentou uma indicação à Prefeitura de Manaus que prevê a criação de uma campanha permanente de ações educativas contra a automedicação. A campanha segundo a proposta do parlamentar deverá ser viabilizada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semed).

“É preciso alertar a população manauara sobre a gravidade da prática em tomar remédios por conta própria. Uma campanha realizada por meio da Semsa com o apoio da Semed ajudaria conscientizar os cidadãos da nossa cidade sobre isso. Quando a pessoa, por exemplo, pesquisa o sintoma de algum problema de saúde na internet há muitos casos, patologias diferentes e acaba escolhendo um tratamento sem o diagnóstico correto”, destacou o parlamentar.

De acordo com a indicação, ações semestrais deverão ser viabilizadas pelas secretárias, tanto nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), como nas escolas municipais. A campanha contará com um planejamento prévio e a elaboração de um cronograma para que não haja qualquer prejuízo para as atividades de cada órgão.

Serão realizadas palestras e atividades que buscarão conscientizar os participantes sobre o perigo da automedicação.

Levantamento
A pesquisa do Instituto mostra que os motivos para que as pessoas se automediquem são os seguintes: evitar ir ao pronto-socorro porque consideram um ambiente lotado e por não acharem a opinião do médico importante.
De acordo com matéria veiculada na imprensa nacional, a primeira edição da pesquisa, realizada em 2014, mostrava que o índice era 76,4%. Mas ainda assim, o número atual é alto, segundo especialistas.

Um dos maiores riscos da prática é porque se automedicando a pessoa adia o diagnóstico de determinadas doenças, toma um medicamento que não contribui para sua melhora e acaba perdendo a oportunidade de ter um diagnóstico com maior chance de controle e de cura. “Espero que nossa indicação seja aprovada na CMM e implementada pelo Poder Público Municipal”, concluiu Rozenha.

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