29/08/2016 14h41 - Atualizado em 30/08/2016 09h34

Vereadores de Manaus repercutem julgamento do impeachment

Wilker Barreto, considerou um momento histórico de uma página que precisa ser virada nos cenários político e econômico do País.
FOTO: ROBERVALDO ROCHA / CMM
FOTO: ROBERVALDO ROCHA / CMM

A defesa da presidente afastada Dilma Rousseff no julgamento de impeachment realizada, na manhã desta segunda-feira (29), no Senado Federal teve repercussão na Câmara Municipal de Manaus (CMM), durante a sessão plenária, em que vereadores da base e oposição opinaram contra e a favor a respeito do processo.

O tema veio à tona com o discurso do presidente da CMM, vereador Wilker Barreto (PHS), que considerou um momento histórico de uma página que precisa ser virada nos cenários político e econômico do País. “Lamento que o governo Dilma seja lembrado nos livros de economia como a segunda década perdida, sendo que a primeira, ocorrida em 1980, foi causada quando os fundamentos econômicos iniciados e praticados pelo ex-presidente Itamar Franco foram desprezados”, disse Barreto.

Na avaliação de Wilker Barreto, o que o Brasil vive atualmente tem um sabor amargo, mas que amadurece a democracia, dizendo que os senadores da República têm uma importante missão de devolver aos brasileiros a esperança, mas que, para que isso ocorra, o atual presidente em exercício, Michel Temer, precisa ter coragem de fazer as transformações previdenciárias, tributárias e trabalhistas para colocar o País na rota do crescimento, alertando que Temer precisa fazer um governo com medidas de médio e longo prazo.

O vereador Roberto Sabino (PROS) se disse satisfeito com a possibilidade de impeachment, visto que o governo Dilma não deixou marca/legado bom para o País, apontando prejuízos às áreas da Segurança, Saúde e Economia, com desemprego de 50 mil pessoas somente no Amazonas, fruto de uma má gestão no Brasil.

Para o vereador Professor Samuel (PHS), os prejuízos às áreas prioritárias no país — frutos dos cortes orçamentários na Educação, Saúde, PAC no governo Dilma, assim como o aumento de energia em 40% para o Estado já justificam o processo de impedimento. Em seu pronunciamento ainda, o parlamentar citou que a BR-319 ficou “parada” durante os 13 anos de gestão do PT e os 50 mil empregos perdidos na Zona Franca de Manaus.

Por sua vez, o vereador Elias Emanuel mencionou que o governo de Dilma “enterrou” um projeto, que era exitoso: o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), por ser iniciativa do PSDB, transformando-o em “elefante branco” em Manaus. O vereador, ainda, lamentou fechamento de empresas e redução no número de funcionários no Distrito Industrial durante governo da presidente Dilma Rousseff. “O Brasil precisa sair da travanca, voltar a crescer. A gente é maior que esses perrengues políticos que afundaram a nação”, salientou Elias Emanuel.

Ao considerar que o impeachment de Dilma é um golpe da elite, Waldemir José (PT) defendeu que a democracia deve ser igualitária e sem distinção de classe social, ao ressaltar que a presidente Dilma faz um discurso importante para a nação de cabeça erguida, contrário a governos anteriores que renunciaram e até se suicidaram. Diante da situação, Waldemir José encerrou o seu discurso dizendo que a presidente é uma guerreira do povo brasileiro e da democracia.
Na mesma linha, o vereador Professor Bibiano (PT) destacou, em seu pronunciamento, que a imprensa internacional, ao olhar para o processo de impedimento do governo Dilma, “grita” que há um golpe em curso.

O parlamentar frisou que, pela auditoria do Senado, já foi provado que não houve crime de responsabilidade e que, portanto, o processo de impeachment não se justifica, visto que todos outros gestores fizeram uso da pedalada fiscal, inclusive o atual presidente Michel Temer está tomando as mesmas medidas e nem por isso Senado/Congresso tem o acusado de estar cometendo crime de responsabilidade.

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