12/09/2016 16h21 - Atualizado em 12/09/2016 16h21

Aplicativo móvel vai ajudar no plantio eficiente da mandioca

Tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores no Programa de Apoio à Iniciação Científica da Fapeam.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Desenvolvido no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), protótipo de um aplicativo móvel poderá auxiliar no plantio mais eficiente da mandioca no Estado.

A tecnologia foi criada pelo estudante de Ciência da Computação do Centro Universitário do Norte (Uninorte), Rodrigo Silva, sob a orientação do pesquisador da Embrapa da Amazônia Ocidental, Marcos Filipe Salame, dentro do estudo intitulado “Uso de aprendizado de máquina para minerar dados de pesquisas sobre mandioca para extração de padrões e conhecimentos pertinentes à tomada de decisão estratégica”.

A expectativa é que a tecnologia seja disponibilizada gratuitamente na loja Google Play até o fim deste ano. O App foi desenvolvido para rodar em celulares com sistema Android.

Produtividade
A pesquisa pretendia usar técnicas e recursos computacionais para auxiliar na tomada de decisão dos produtores rurais e, dessa forma, contribuir com a produtividade da mandioca no Estado. Segundo o orientador do estudo, as técnicas usadas eram aprendizado de máquina (desenvolvimento de algoritmos que possibilitem o aprendizado da máquina sem que seja explicitamente programada), mineração de dados, entre outras.

“Em poucas palavras, mineração de dados é o processo de explorar grandes quantidades de dados à procura de informações. Fizemos mineração de dados a partir de informações coletadas ao longo dos anos pela Embrapa e identificamos uma grande lacuna relacionada à preparação do solo por parte dos produtores rurais”, disse Salame.

Nutrição – No Amazonas, conforme o pesquisador, o solo não é “muito adequado” para o plantio, tendo que ser devidamente nutrido. A nutrição realizada pelos produtores era feita de forma inadequada, resultando em desperdícios e baixa produtividade. O aplicativo móvel proposto será usado para obter uma recomendação de calagem e adubação do solo a partir da análise química para um plantio mais eficiente da mandioca.

“Esperamos que as publicações possam fornecer ideias e estimular novos trabalhos seguindo essa área da computação aplicada à agricultura, também conhecida como agroinformática, facilitar e fortalecer a integração entre as áreas para que ocorra um apoio maior e menos resistência e que o aplicativo desenvolvido, quando disponibilizado no mercado, possa ser de grande utilidade para agricultores e técnicos do Amazonas”, explicou o pesquisador.

Incentivo à pesquisa
Finalista do curso de Ciência da Computação, Rodrigo Silva já participou de duas edições do Paic (2014-2015/2015-2016). Ele contou que o programa o incentivou a continuar na pesquisa. O estudante pretende começar o mestrado no próximo ano e continuar pesquisando sobre a computação aplicada à agricultura. “Aprendi muito, foi super gratificante. Pude ver na prática como utilizar toda a teoria que aprendemos na faculdade”, afirmou o jovem pesquisador.

Ao longo dos trabalhos, o grupo orientado pelo pesquisador Marcos Salame obteve publicações e na linha de pesquisa com a mandioca conseguiram duas publicações. Uma no X Congresso Brasileiro de Agroinformática, realizado no Estado do Paraná e outra na XII Jornada de Iniciação Científica da Embrapa Amazônia Ocidental.

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