27/09/2016 16h22 - Atualizado em 28/09/2016 07h00

Manaus aparece entre as piores capitais no ranking de bem-estar urbano no Brasil

Entre as 27 capitais brasileiras, Manaus ocupa a 24ª posição, com índice de 0,6903.
Fotos: Reprodução
Fotos: Reprodução

A Prefeitura de Manaus, nos últimos quatro anos, não teve competência para melhorar a qualidade de vida da população com melhorias no transporte coletivo, saneamento básico, coletas de lixo, programas habitacionais e infraestrutura básica para a população.

Uma mostra disso foi o levantamento inédito, divulgado nesta terça-feira (27) pelo jornal O Estado de São Paulo e feito pelo Observatório das Metrópoles que é coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e revela que o Índice de Bem-Estar Urbano (Ibeu) de Manaus é um dos piores do país. Dentre as 27 capitais brasileiras, Manaus está em 24º lugar, ficando atrás de Rio Branco e a frente de Belém, Porto Velho e Macapá.

O levantamento considerou os itens: mobilidade urbana, como o tempo de deslocamento de casa para o trabalho; condições ambientais (arborização, esgoto a céu aberto, lixo acumulado); condições habitacionais (número de pessoas por domicílio e de dormitórios); serviços coletivos urbanos (atendimentos adequado de água, esgoto, energia e coleta de lixo) e infraestrutura.

A pesquisa mediu o bem-estar nos 5.565 municípios do Brasil e aponta que, quanto mais próximo de 1,0 melhor é a qualidade de bem-estar urbano. As cinco melhores capitais foram: Vitória (0,9); Goiânia (0,8742); Curitiba (0,874); Belo Horizonte (0,8619) e Porto Alegre (0,8499). E as cinco piores: Rio Branco, Manaus, Belém, Porto Velho e Macapá.

O levantamento feito pela UFRJ mostra que a capital do Amazonas não progrediu nos últimos quatro anos e ainda está no topo das piores capitais, inclusive, nos indicadores sociais, conforme foi apresentado no levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2015. No estudo, a região metropolitana de Manaus foi a que apresentou os piores indicadores sociais e econômicos do país.

A pesquisa do Ipea analisou o avanço do capital humano, da infraestrutura urbana e da renda e trabalho de cada uma das 20 áreas do país. Para entender o ranking, é preciso observar a variação entre 0 e 1 – quanto maior for o índice, pior é o resultado da região na escala da vulnerabilidade.

Ranking das 27 capitais brasileiras:
1-Vitória (ES) – 0,9000
2-Goiânia (GO) – 0,8742
3-Curitiba (PR) – 0,8740
4-Belo Horizonte (MG) – 0,8619
5-Porto Alegre (RS) – 0,8499
6-Campo Grande (MS) – 0,8275
7-Aracaju (SE) – 0,8214
8-Rio de Janeiro (RJ) – 0,8194
9-Florianópolis (SC) – 0,8161
10-Brasília (DF) – 0,8131
11-Palmas (TO) – 0,8129
12-São Paulo (SP) – 0,8119
13-João Pessoa (PB) – 0,7992
14-Fortaleza (CE) – 0,7819
15-Recife (PE) – 0,7758
16-Salvador (BA) – 0,7719
17-Cuiabá (MT) – 0,7704
18-Natal (RN) – 0,7383
19-Boa Vista (RR) – 0,7249
20-Teresina (PI) – 0,7218
21-Maceió (AL) – 0,7036
22-São Luís (MA) – 0,7003
23-Rio Branco (AC) – 0,6972
24-Manaus (AM) – 0,6903
25-Belém (PA) – 0,6593
26-Porto Velho (RO) – 0,6542
27-Macapá (AP) – 0,6413

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