08/09/2016 13h35 - Atualizado em 8/09/2016 18h35

Procura pela prática esportiva aumenta na Vila Olímpica de Manaus após Olimpíada

O crescimento chega até 50% em alguns casos e a expectativa é que após as Paralimpíadas, o interesse pelo paradesporto também fique mais intenso.
Foto: Divulgação
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A Olimpíada no Brasil acabou, mas o legado continua a ser “colhido”. Isso porque, a boa apresentação do time brasileiro na Rio 2016 incentivou a busca pelas modalidades esportivas oferecidas na Vila Olímpica de Manaus, localizada no Dom Pedro, através da Escola de Iniciação Esportiva (EIE), projeto da Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel). O crescimento chega até 50% em alguns casos e a expectativa é que após as Paralimpíadas, que teve abertura oficial na última quarta-feira, dia 7, o interesse pelo paradesporto também fique mais intenso.

O vôlei, após o tricampeonato olímpico masculino, foi um dos esportes que mais atraiu a garotada. De acordo com o professor da modalidade, Alexandre Chaves, a procura cresceu em 50%. “Houve uma influência muito grande pelo gosto do esporte. As Olimpíadas, os nossos heróis, inspiraram essas crianças pelo gosto da pratica esportiva. E por esse gosto, aqui na Vila, tivemos um acréscimo de alunos de 50%. De uma turma que tinha 10 a 15 alunos, hoje beiramos 30. É a nossa herança olímpica”, comemorou o treinador.

Os 12 anos de idade da pequena Carla Gabrielly já impulsiona a jovem a lutar pelo sonho. Inspirada pelas seleções masculina e feminina, dos técnicos José Roberto Guimarães e de Bernardinho, a jovem estudante sonha em fazer parte do maior evento esportivo do mundo e, de quebra, ela ainda mira o lugar mais alto do pódio. “Na verdade comecei faz tempo (a treinar o voleibol), e parei. Aí, assistindo os jogos olímpicos, eu pensei em voltar. Conversei com a minha mãe e ela está me trazendo. Vi o jogo feminino, mas também me espelhei no masculino, e quero um dia chegar a ganhar um ouro na Olimpíada”, declarou Carla, que não quer mais ser “atrapalhada” na busca pela trajetória olímpica. “Já desisti uma vez e agora vou tentar até conseguir (ir para as Olimpíadas)”, respondeu ela, de forma decidida.

Handebol
O “boom” da procura também refletiu no handebol. A modalidade cresce a cada competição, e este ano conseguiu resultados satisfatórios na Rio 2016. O aumento ocorreu principalmente no período dos treinos da tarde.

“Todo esporte precisa muito da mídia e de veiculação. E o que faltava para o handebol era essa exposição. Nas Olimpíadas tivemos esse grande interesse das TVs, rádios, jornais, sites e as seleções fizeram bonito. O feminino ficou no quinto lugar e o masculino na sétima colocação pela primeira vez, não é para qualquer um”, explicou o professor da escolinha de handebol, Auricélio Andrade, comentando o ingresso dos alunos. “Nos últimos dias estou tendo muitos pais matriculando os filhos. Estamos com média de 30 alunos pela parte da tarde, já que pela manhã muitos deles estudam”, ressaltou.

Ginástica Rítmica
A série de lindas apresentações feitas pelas meninas da Ginástica Rítmica na Rio 2016, tanto pelo time do Brasil quanto pelas americanas, encantou milhares de telespectadores e também crianças. O sucesso do esporte fez aumentar o número de alunas no Centro de Ginástica do Amazonas Bianca Maia, localizado na Vila Olímpica. “Desde as Olimpíadas estamos tendo muita procura. A ginástica nunca entra em crise e estamos tendo uma procura grande”, frisou a professora da Escolinha, Itemar Pinheiro, que coordena as atividades com 70 alunas, divididas em duas turmas com idade de 6 a 10 anos.

Uma das turmas da professora Itamar, pelo menos a metade, foi influenciada diretamente pelas apresentações das ginásticas Daniele Hypólito, Jade Barbosa e Flavia Oliveira, na Rio 2016. Quem quer ser uma ginasta olímpica? A resposta foi unânime. “Eu gosto da Flavia Saraiva. Eu a vi pela TV e torço muito por ela. Quero fazer o que elas fazem, achei muito legal as Olimpíadas e quero um dia estar lá”, responde Virginia Reis, de apenas sete anos, que iniciou nas escolinha na última semana.

O interesse pela Ginástica, inclusive, está fazendo a Federação Amazonense de Ginástica (FAG) criar mais projetos para formar novas atletas no Centro Bianca Maia. “Estamos tendo muita procura e criamos até uma lista de espera. Para o mês de setembro vamos ter um novo projeto feito pela FAG para atender as crianças. A procura pela inscrição foi intensa e chegamos a mais de 30% de procura”, explicou a coordenadora do Centro de Excelência Caixa, Alessandra Balbi.

Medalha de ouro ajudou
A primeira medalha dourada no boxe conquistada pelo baiano Robson Conceição também teve reflexo. “A procura aumentou e proporcionou mais coragem aos meninos que vieram atrás de treinar o boxe. Hoje estou com 25 alunos de 8 a 16 nos treinando nos dias de segunda, quarta e sexta-feira”, afirmou o professor da escolinha de boxe da Vila, João Lenon, que hoje comemora a expansão da modalidade entre os jovens.

Judô
Outra modalidade olímpica que garantiu medalhas para o Brasil foi o Judô. A arte marcial japonesa que deu a primeira medalha de ouro para o Brasil nas Olimpíadas com Rafaela Silva também teve uma intensa procura. “Só na semana passada fiz dez inscrições. Tivemos muita procura também de pessoas com mais de 16 anos. Nossa escolinha tem a faixa etária de seis a 16 anos. Agora chegamos ao total de 45 alunos em cada turma”, disse o professor Robson França.

Atletismo
O único ouro conquistado por Thiago Braz no Atletismo nas Olimpíadas, pelo salto com vara, arregimentou uma intensa procura por várias modalidades da modalidade. “Estamos tendo muita procura por jovens de 7 a 11 anos, como de 12 a 17 anos, do atletismo. A prática pelo atletismo é um pouco difícil, não tem a aderência como a bola (futebol) e foi por causa das Olimpíadas que estamos sendo procurados por vários alunos”, declarou a presidente da Federação Amazonense de Atletismo (Fedaeam) e coordenadora da escolinha de atletismo da Vila, Marleide Borges.

A Vila Olímpica também oferece aulas nas seguintes modalidades: Futsal, Luta Olímpica, Basquete e Tênis de Mesa.

Paradesporto
Para o presidente da Federação de Esportes Paralímpicos do Amazonas (Fepam), Getúlio Filho, após as Paralimpíadas, que seguem até dia 18 de setembro no Rio de Janeiro, a procura pelo paradesporto deve aumentar.

“Na Vila Olímpica são oferecidas algumas atividades para paratletas, como o Tiro com Arco, Atletismo, Tênis de Mesa e Halterofilismo, e a nossa expectativa é que a procura pelo paradesporto aumente após as Paralimpíadas. Hoje em dia já acontece um trabalho visando Tokyo, em 2020, e será um prazer receber mais promessas”, comentou Getúlio, destacando a participação dos três representantes do Amazonas – Guilherme Costa, Laiana Rodrigues e Francisco Cordeiro, do Tênis de Mesa, do Vôlei Sentado e do Tiro com Arco, respectivamente – nas Paralimpíadas Rio 2016.

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