15/09/2016 13h23 - Atualizado em 15/09/2016 13h26

Uma fissura na impunidade

Foto: Divulgação
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Já virou um jargão popular a cultura da “justiça só para os pobres”, “o Brasil, o país da impunidade”, ou “tudo vai terminar em pizza”. Nos bastidores da política é um jargão ainda muito presente, mas o judiciário brasileiro, aos poucos, tem se mostrado independente, ousado e implacável em seu ofício de impedir atos ilícitos, independentes de quem o faça.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e a ex-primeira dama Mariza Letícia, mostra que o Brasil está passando por uma nova era na prestação de serviços públicos.

A meritocracia conferiu aos procuradores, serviços autônomos e incorruptíveis, quebrando o paradigma dos “tentáculos de poder” espalhados pelos três poderes.

Ainda há muito chão até que se chegue ao epílogo de todos os fatos, mas o que se observa preliminarmente é uma fortíssima influência política no judiciário. Os discursos de defesa jurídica se confundem com os discursos políticos.

Busca-se através de apoio popular, social, empresarial e até na Organização das Nações Unidas (ONU), justificativas românticas para fatos e atos criminais do mundo do direito, procurando justificar o injustificável.

A denúncia foi feita com base em dados e declarações. As defesas feitas com teses de “perseguição política”, como se esta fosse excludente de ilicitude.

Começam a surgir figuras jurídicas de “favorecimento político”, “benfeitorias de empresas”, dentre outros itens da denúncia que mostram que não é apenas o “desvio de dinheiro” a forma de corromper o patrimônio público.

A operação Lava-Jato está lavando a cultura da desonestidade, a alma dos que se desiludiram com a “justiça só para os pobres”, e principalmente, a sujeira escondida nos caminhos submersos, que desviaram nossas riquezas, enterrando o Brasil na maior crise econômica da sua história.

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