17/10/2016 14h30 - Atualizado em 17/10/2016 14h30

​Ministros da era Lula e Dilma são suspeitos de desviar R$ 1,2 bilhão

Além dos ministros, os ex-presidentes Lula e Dilma também aparecem em investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal.
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que ministros dos governos Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2016) são suspeitos de envolvimento em esquemas que movimentaram, pelo menos, R$ 1,25 bilhão de forma ilegal, por meio de irregularidades no uso do dinheiro público e propinas pagas por empresas privadas durante o exercício do cargo.

O dado faz parte de um levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo no Supremo que mostra que 18 ministros estão sob investigação de desvio de recursos nas gestões petistas – quatro no período de Lula, dez no de Dilma e outros 4 comuns aos dois governos.

Foram considerados os já condenados (1), réus (2) e investigados (15) – neste último caso, o número engloba os processos na Corte e os remetidos a outras instâncias pelo STF. Foram pesquisados os nomes de 167 ex-ministros nas duas gestões.

Esses números, mesmo após o impeachment de Dilma, podem aumentar com as próximas etapas da operação Lava Jato e a possível revelação de mais envolvidos no esquema de corrupção na Petrobras.

Alguns são citados em delações, mas ainda não são investigados ou viraram réus. Além dos ministros, os ex-presidentes Lula e Dilma também aparecem em investigações.

O próprio Lula é réu em três ações penais abertas nos últimos dois meses e acusado de organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça. Dois casos correm na Justiça Federal em Brasília e outro em Curitiba.

Dilma também é alvo de inquérito no STF por tentar atrapalhar o andamento da Lava Jato. Segundo os investigadores, ela nomeou Lula para a Casa Civil unicamente para dar-lhe o direito ao foro privilegiado.

Não foram incluídos nesse levantamento os ex-ministros suspeitos de cometer irregularidades fora do cargo ou ao exercer outras funções – caso de outros gestores da era petista que enfrentam processos no STF. é a quantidade movimentada ilegalmente no uso do dinheiro público e propinas pagas a empresas, segundo investigações no Supremo Tribunal

*** Se você é a favor de uma imprensa totalmente livre e imparcial, colabore curtindo a nossa página no Facebook e visitando com frequência o AM POST.

Ultimas notícias

Contato Termos de uso Wp: (92) 99344-0505