Artur Neto está até o pescoço de escândalos em sua administração

A mais recente denúncia envolve o diretor administrativo e financeiro do Implurb, André de Oliveira Cabral, que direcionou para a empresa dos sogros a licitação de uso dos quiosques do Parque Cultural da Ponta Negra.
26/10/2016 09h38 - Atualizado em 26/10/2016 09h38
Foto; Reprodução

Os sucessivos escândalos que a administração do prefeito Artur Neto está cometendo à frente da Prefeitura de Manaus começam a chamar atenção da Polícia Federal (PF), do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e do Ministério Público Estadual (MPE-AM). As denúncias vão desde superfaturamento em contratos da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) com empresas envolvidas na operação “Maus Caminhos”, o pagamento às vésperas das eleições de mais de R$ 70 milhões de reais para prestadores de serviços, o direcionamento de licitações para favorecer parentes e amigos com dinheiro público da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) e do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).

O jornal A Crítica desta quarta-feira (26) estampa em sua capa a lista de escândalos que surgiram após denúncias e investigações dos órgãos de controle da administração pública.

A mais recente denúncia envolve o diretor administrativo e financeiro do Implurb, André de Oliveira Cabral, que direcionou para a empresa dos sogros a licitação de uso dos quiosques do Parque Cultural da Ponta Negra. A denúncia já está sob investigação do TCE-AM, que notificou o diretor presidente do Implurb, Roberto Moita, suspenda a contratação da empresa do sogro do diretor.

Outra denúncia que motivou pedido de CPI na Câmara Municipal de Manaus, é o contrato com a empresa Mamute no valor de R$ 62 milhões. De acordo com o vereador Professor Bibiano (PT), os indícios de favorecimento apresentados na denúncia ao MPE-AM são motivos suficientes para que o contrato seja suspenso até que sejam prestados os devidos esclarecimentos. O MPE-AM apura a informação de que o contrato foi favorecido pelo prefeito Artur Neto em conluio com os proprietários da Mamute, e os secretários municipais Paulo Farias (Limpeza), Márcio Noronha (Casa Civil), Franklin Pinto (Insfraestrutura), e Victor Goes (Comissão de Licitação).

O Ministério Público de Contas (MPC-AM) também quer explicações do prefeito Artur Neto sobre o pagamento de R$ 2 milhões para a empresa VETEC para realizar serviços de consultoria e projetos destinados ao sistema viário do BRT e Faixa Azul. As informações foram solicitadas pelo MPC-AM e passados 20 dias ainda não foram enviadas pelo prefeito Artur Neto. A procuradora de contas, Evelyn Freira, já afirmou que se o prefeito não der as explicações no prazo estipulado será feita uma representação ao TCE-AM que poderá julgar irregular os contratos entre a prefeitura e a VETEC.

O Ministério Público Eleitoral e a PF já estão de posse da documentação que mostra a liberação, por ofício e sem registro no Portal da Transparência, de pelo menos R$ 70 milhões da prefeitura para pagar prestadores de serviços às vésperas das eleições. A denúncia mostra que a prefeitura exigiu 50% do valor de cada um dos contratos. Os pagamentos começaram a serem liberados no dia 19 de outubro e seguem até o dia 28, dois dias antes da eleições. Na manhã de ontem, o prefeito autorizou mais dois pagamentos de quase R4 7 milhões, também por ofício e sem registro no Portal da Transparência.

Ainda segue em investigação do MPE-AM o Inquérito Civil para apurar os indícios de superfaturamento em quatro contratos firmados pelo secretário de Saúde, Homero de Miranda Leão, com duas empresas de presos da operação “Maus Caminhos”. Um dos contratos, no valor de R$ 1,7 milhões é 95% maior que o mesmo contrato firmado para prestar o mesmo serviço, de combate ao mosquito da Dengue. Os contratos foram firmados pela administração de Artur Neto com as empresas D DE AZEVEDO FLORES e de GILBERTO DE SOUZA AGUIAR. Uma das empresas contratadas para serviços de Call Center do SAMU funciona numa lavanderia na Praça 14.


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