Atividades de esporte e lazer encerram a campanha Outubro Rosa no Amazonas

A projeção mais recente lançada pelo Inca aponta que os cânceres de mama e colo uterino, juntos, devem acometer 1.120 mulheres no Amazonas, em 2016.
27/10/2016 09h56 - Atualizado em 27/10/2016 09h56
Foto: Vítor Souza/Secom

A mobilização no Estado do Amazonas em torno da prevenção aos cânceres de mama e colo uterino, “Outubro Rosa”, encerrou na noite desta quarta-feira (26) na área da praia da Ponta Negra, zona Oeste de Manaus, com atividades com a participação da sociedade civil que atua da luta contra a doença. A campanha foi realizada pelo Governo do Estado, através da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), e contou com o apoio de outros órgãos do Governo, secretarias de Estado e a parceria de ONGs de apoio à causa, movimentos sociais e colaboradores.

O movimento acontece anualmente, em todo o mundo, com o objetivo de chamar a atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e da necessidade de realização frequente de exames preventivos. Vestidas de rosa, participando de uma caminhada e/ou embaladas pelo ritmo da zumba, mulheres de diversas idades, estilos e de históricos de vitória contra o câncer de mama celebraram no calçadão da Ponta Negra o massivo apelo para a prevenção da doença que mais acomete as mulheres amazonenses. Durante o mês de outubro, foram realizadas em Manaus e nos municípios amazonenses várias da campanha, tanto na FCecon, como em escolas, espaços públicos e privados e entidades sociais.

A coordenadora estadual de atenção oncológica, Marília Muniz, ressaltou que a edição deste ano superou as expectativas diante do cenário de socioeconômico. “Ficamos surpreendidos com o engajamento da sociedade amazonense na campanha em um ano considerado difícil. Triplicamos o número de exames de preventivo de colo uterino e de mamografia em relação aos anos anteriores. As ações de sensibilização e de apoio foram multiplicadas entre as entidades sociais, o empresariado e as autoridades governamentais”.

Entre as instituições presentes no ato de encerramento do Outubro Rosa, estava o “Instituto Mãos que Criam Artes”. Criada há sete anos, a entidade está localizada no loteamento Nova Cidade, na zona Norte de Manaus, e realiza atividades de apoio às mulheres, que estão em tratamento contra o câncer, e também para a comunidade, com a oferta de terapia ocupacional, oficinas de artesanato e danças. A presidente, Aurinete Alves, que já foi vítima do câncer de mama, há oito anos, enfatiza a importância da prevenção para as mulheres.

“Estamos aqui para vencer qualquer obstáculo, lembrando sempre que é preciso atentar para a prevenção. Eu venci o câncer de mama pela fé, e tenho certeza que atualmente temos mais informações e apoio para evitar essa doença e ter mais qualidade de vida”.

Prevenção – No Amazonas, em função da alta incidência e mortalidade pelo câncer de colo uterino, este tipo da doença também foi inserido na campanha com o objetivo de alertar a população feminina sobre os fatores de risco, exames de detecção da doença, bem como, sobre os métodos preventivos.

A mamografia é indicada a mulheres com idade entre 50 e 69 anos. Mulheres com histórico de câncer de mama na família devem iniciar a rotina anual de exames 10 anos antes da idade em que a neoplasia foi diagnosticada no familiar.

Estatísticas – A projeção mais recente lançada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, aponta que os cânceres de mama e colo uterino, juntos, devem acometer 1.120 mulheres no Amazonas, em 2016, o equivalente a 40,43% do total de neoplasias estimadas para o período no sexo feminino.

Os dados apontam que, na comparação com os números nacionais, o Amazonas supera a média brasileira para casos de câncer de colo uterino e fica abaixo no que diz respeito às neoplasias de mama. Na taxa bruta de incidência, estão previstos para o Estado 37 casos de câncer de colo uterino para cada 100 mil mulheres, 18 diagnósticos a mais do que a média nacional. No sentido inverso, as neoplasias de mama estimadas para a mesma proporção é de 24,25 casos, 31 a menos que a projeção nacional, o que segundo o diretor-presidente da FCecon ainda assim representa um cenário desfavorável.


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