Defensoria Pública entra com ação para obrigar empresas a manter todos os ônibus nas ruas neste domingo

Para a Defensoria, a paralisação parcial dos serviços de transporte, aponta existência de crime eleitoral.
30/10/2016 15h57 - Atualizado em 31/10/2016 12h04
Foto: Reprodução

A Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM), por meio das Defensorias Especializadas de Atendimento de Interesses Coletivos e de Direito do Consumidor, apresentou, neste domingo, 30 de outubro, ação com pedido de tutela de urgência para obrigar dez empresas de ônibus do transporte coletivo de Manaus a manter a integralidade dos serviços, sob pena de multa diária no valor da causa, da ordem de R$ 5,4 milhões.

A decisão de interpor a ação deve-se ao flagrante descaso com a população devido à prestação parcial do serviço de transporte coletivo, observado nos pontos de ônibus da cidade e por meio de noticiários. A ação é contra as empresas Via Verde, Açaí Transportes Coletivos, Expresso Coroado, Global, Auto Ônibus Lìder, Transtol Transportes, Rondônia Transportes, Viação São Pedro, Vega Manaus Transporte de Passageiros e Integração Transportes.

“A paralisação parcial dos serviços de transporte por parte dos requeridos se traduz em violência ao direito do sufrágio e denota existência de crime eleitoral. Dessa forma, caso não seja atendida a medida aqui requerida, os usuários do serviços de transporte público de Manaus serão os principais prejudicados pela paralisação, pois não poderão exercer seu direito à cidadania”, diz trecho da ação.

Serviço essencial – No pedido de tutela, a Defensoria Pública também destaca que os usuários do transporte não serão os únicos prejudicados, pois o reflexo da abstenção involuntária nas eleições se traduz a toda a cidade de Manaus. Argumenta-se, ainda, na ação, que o transporte público coletivo é um serviço essencial para a população, devendo ser prestado pelo ente federativo municipal em regime de concessão ou permissão pública, conforme a Constituição Federal.

Conforme a ação, o prejuízo econômico decorrente da paralisação dos serviços pode bem ser aferido pelo custo do transporte, ida e volta, pelo produto do número de usuários (900.000), a resultar o valor da causa de R$ 5,4 milhões. A ação foi assinada por seis defensores públicos e apresentada ao juiz plantonista da Comarca de Manaus no início da tarde deste domingo.


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