19/10/2016 15h01 - Atualizado em 20/10/2016 09h55

Semsa diz ter pago R$ 6,6 mil de salário para vacinadores em contratos investigados pelo MPE

Artur prometeu demitir secretário da Semsa se denúncias fossem comprovadas. Cinco dias depois Homero de Mirana Leão continua no cargo.
Foto: Reprodução
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A sustentação do secretário Homero de Miranda Leão à frente da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) a cada dia parece mais delicada após o Ministério Público do Estado (MPE-AM) revelar que desde abril deste ano investiga quatro contratos firmados pela secretaria com empresas envolvidas na quadrilha que roubava dinheiro da Saúde do Governo do Estado e foi desarticulada pela Polícia Federal na operação “Maus Caminhos”. Um dos contratos com a e empresa de Gilberto de Souza Aguiar, sócio-proprietário da empresa Silvio Correia Tapajós e CIA LTDA, no valor de R$ 1,7 milhões de reais é 95% mais caro que o mesmo contrato realizado pela prefeitura no ano anterior.

O MPE-AM revelou que o secretário de Saúde, Homero de Miranda Leão, respondeu dizendo que pagou para os vacinadores um salário de R$ 6,6 mil reais para 33 dias de trabalho na campanha de vacinação antirrábica. Homero disse ainda que para os coordenadores das equipes o salário foi de R$ 11,3 mil.

O promotor do MPE-AM, Edilson Queiroz, disse em entrevista ao jornal A Crítica desta quarta-feira (19), que pediu da Semsa o detalhamento da folha de pagamento e jornada de trabalho das pessoas contratadas, não somente deste contrato, bem como dos outros três contratos, um deles sem licitação, feitos com a empresa D de Azevedo Flores – ME, cujo sócio é Davi de Azevedo Flores, que também foi preso pela operação Maus Caminhos em setembro. No total a prefeitura pagou R$ 3,1 milhões para Davi de Azevedo Flores para prestar serviços de telefonia para o Disk 192 quanto de com combate ao mosquito da Dengue.

“Esses dois inquéritos civis estão em tramitação normal aqui no Ministério Público, aguardando informações adicionais solicitadas. A primeira parte chegou em mídia digital. Depois de recebermos o restante os técnicos irão analisar os preços praticados. Só poderemos afirmar se houve ou não sobrepreço após análise dos técnicos”, disse Edilson Queiroz.

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