17/10/2016 15h42 - Atualizado em 18/10/2016 10h44

Wilker Barreto critica vereadores por tentativa de denegrir imagem do Parlamento Municipal

Vereadores de oposição pedem instauração de CPI para investigar denúncia de contrato junto à Prefeitura com a empresa envolvida na operação ‘Maus Caminhos’.
FOTO:TIAGO CORREA/CMM
FOTO:TIAGO CORREA/CMM

O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Wilker Barreto (PHS), criticou, na manhã desta segunda-feira (17), da tribuna do Poder Legislativo Municipal, a iniciativa dos vereadores de oposição que pede instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncia de contrato junto à Prefeitura com a empresa envolvida na operação ‘Maus Caminhos’.

Para Wilker, a CPI não prospera na Câmara porque não tem fato concreto. “A Maus Caminhos não está na Prefeitura. E eu não tenho alegria em dizer que no Estado tem desvio de recurso de uma área que mata as pessoas, que é a saúde, denunciada pelo Fantástico, da Rede Globo. Existe um posicionamento político do PT, mas eu, como presidente da Casa, tenho que cumprir o Regimento. Não existe fato concreto a ser investigado e não vou permitir que esta Casa tenha a imagem denegrida”, afirmou.

O presidente explicou que a Polícia Federal é cem vezes melhor aparelhada do que a Câmara para proceder nessas investigações e que, se tivesse indícios de irregularidade no contrato dessa empresa com a prefeitura, já tinha descoberto. “Ninguém tem força para barrar a Polícia Federal, a Justiça. Vivemos novos tempos, novos ares. Vou sempre permitir que se faça o grande debate político, mas cabe a mim zelar pela nossa lei, pelo nosso Regimento Interno e pela Loman (Lei Orgânica do Município)”, disse Barreto, ao assegurar que até o final de seu mandato vai conduzir os grandes debates na Casa.

Wilker Barreto acrescentou que o contrato da prefeitura com a empresa envolvida na ‘Maus Caminhos’ na saúde estadual (D. Azevedo Flores) é de 2014, e quando fizeram a licitação nada constava nos documentos, no CPF e CNPJ dessa empresa. “Se tivesse indícios, no mesmo CPF, e a prefeitura estivesse envolvida, como claramente está envolvida no Estado, já não teriam feito perícia?”, questionou o presidente, ao assegurar que o prefeito assim que soube do envolvimento da empresa na operação, rompeu o contrato. “Temos que fazer política madura, séria”, acrescentou, ao afirmar que o secretário de saúde municipal, Homero de Miranda Leão Neto, é um homem que tem uma história na administração pública, é tranquilo e sereno e vai processar os caluniadores por danos morais.

Como defendeu o presidente, ninguém na Casa é conivente com a corrupção. “A operação Maus Caminhos é uma tristeza para o Estado. O que devemos fazer é dar apoio às instituições, para que nas investigações não fique pedra sobre pedra”, disse.

Depois dos vereadores Waldemir José (autor da proposta de CPI) e Professor Bibiano, ambos do PT, defenderem a investigação, vereadores da base aliada foram à tribuna defender o governo municipal.

Líder do prefeito na Casa Legislativa, o vereador Elias Emanuel (PSDB) considerou irresponsável e criminosa as notícias distorcidas que saem sobre a denúncia na área da saúde. O vereador reforçou ainda que a prefeitura tem todos os seus atos públicos disponibilizados e, em nenhum momento, foi citada e nem investigada pela Polícia Federal. “Homero de Miranda Leão Neto faz uma gestão correta e sem qualquer denúncia na sua trajetória à frente da Semsa”, disse, ao ler nota do prefeito de Manaus, tornada pública em seu facebook.

O vereador Marcel Alexandre (PMDB) também se manifestou contra a CPI, por causa de denúncia saída da boca de um candidato à Prefeitura. Segundo ele, o secretário da Semsa (Secretaria Municipal de Saúde) já se defendeu de um ato covarde.

O vice-presidente da Casa Legislativa, vereador Hiram Nicolau (PSD), acredita que estão se aproveitando das condutas e intenções inerentes da oposição para fins eleitorais, escusos e sombrios. “A que ponto chegamos. O hoje secretário Homero (Homero de Leão Neto) tem uma reputação ilibada, faz uma administração coerente, sem denúncias ou manchas, e um candidato, em dobradinha com um jornal quer pautar a cidade. Se algum vereador me provar que a Polícia Federal tem menos estrutura e know-how que a Câmara para investigar esse suposto crime, assino essa CPI na hora”, garantiu.

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