CPI vai investigar transações financeiras da Afeam

25/11/2016 14h35 - Atualizado em 25/11/2016 14h35
Foto: divulgação

Ciente do meu dever perante a população amazonense, assinei o pedido para instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que visa investigar a aplicação de R$ 20 milhões, pela Agência de Fomento do Estado do Amazonas (AFEAM), no Fundo de Investimentos em Participações Expert (FIP Expert), empresa de transportes de valores, conhecida como Trans Expert, sediada na cidade do Rio de Janeiro.

Minha iniciativa foi motivada pelos fortes indícios de irregularidade na transação financeira, que claramente expôs os cofres públicos a um alto risco. Entendo que a postura adotada pelos então gestores da Agência, é de total desincompatibilidade, com a realidade econômica do Estado. Sendo esta uma questão, que deveria ter sido observada com mais rigidez pelo governo do Estado, que se mostrou omisso no processo iniciado pelo Ministério Público de Contas, ao pedir junto ao Tribunal de Contas do Estado, o bloqueio das contas de diretores do órgão.

É lamentável que tenhamos que ingressar com uma CPI, para que o Poder Executivo nos ouça. Na Assembleia Legislativa, temos lutado contra uma imensa barreira, imposta pelo governo aos apelos nas mais diversas demandas. Neste contexto, queremos entender os motivos que levam o governo a isentar impostos, no período que nosso Estado precisa aumentar arrecadação, momento em que nossas principais secretarias estão à míngua.

O caso veio à tona, após o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Ari Moutinho Júnior, determinar o bloqueio de bens do diretor-presidente da Agência, Evandor Geber Filho e outros cinco funcionários do órgão, a pedido de representação do Ministério Público de Contas (MPC), que revelou a possibilidade de má-aplicação dos recursos públicos, que expuseram os cofres do Estado, a transação financeira de alto risco.

Não tem muito tempo, o próprio governador José Melo, anunciou contenção de gastos de R$ 500 milhões. Como esse mesmo Estado, injeta R$ 20 milhões em cota, que só poderão ser resgatados após dez anos, ainda mediante a deliberação de assembleia do quotista? São esses e outros questionamentos que poderão ser esclarecidos no desenrolar dos trabalhos, que deverão ser pautados pela isonomia e total atenção daqueles que integrarão o grupo de trabalho.


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